Revista Tema Livre

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Exposição Internacional
"Um Novo Mundo, Um Novo Império: A Corte Portuguesa no Brasil"



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"D. João VI veio criar e realmente fundou na América um império, pois merece bem assim ser classificado o de ter dado foros de nacionalidade a uma imensa colônia amorfa, para que o filho, porém, lhe desfrutasse a obra. Ele próprio regressava menos rei do que chegara, porquanto sua autoridade era agora contrariada sem pejo. Deixara, contudo, o Brasil maior do que o encontrara"
Oliveira Lima





Entrada do Museu Histórico Nacional.


Em gesso, busto de D. João: Obra de Rodolfo Bernadelli, datada do século XIX.



A Revista Tema Livre traz nesta edição a exposição internacional "Um Novo Mundo, Um Novo Império: A Corte Portuguesa no Brasil" realizada, no período de 08 de março a 08 de junho de 2008, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, em razão dos 200 anos da transferência da monarquia lusa para o Novo Mundo. Com patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, de Portugal, a exposição mostra aspectos políticos, econômicos e culturais do período em que a monarquia lusa esteve estabelecida na América, através de objetos e documentos da época.




Retrato de D. João, réplica de sua coroa e cadeira do "beija-mão"


Datada do século XVIII, cadeira que era utilizada por D. João nas cerimônias do "beija-mão".


Réplica da coroa de ouro de D. João VI.



A exposição inicia-se com a invasão francesa à Península Ibérica e a partida da Corte portuguesa para o Brasil, mostrando, ainda nesta parte, pequenos dados biográficos sobre relevantes personagens políticos do período, sendo eles a rainha portuguesa Dona Maria I, o rei da Inglaterra George III, o soberano espanhol Carlos IV, e o Imperador da França Napoleão Bonaparte.



Da esquerda para a direita: Napoleão Bonaparte, Carlos IV, Maria I e George III.


Quadro de Cândido Portinari: "A Chegada de Dom João VI à Bahia".


"Chegada da família real de Portugal em 7 de março de 1808":
Óleo sobre tela de Geoff Hount, que retratou, em 1822, a transmigração da Corte.




Os aspectos das cidades de Lisboa e do Rio de Janeiro da época do príncipe regente D. João são apresentados ao público através de obras iconográficas que retratam estes dois núcleos urbanos. Igualmente, as tribulações da família real portuguesa no trajeto para o Brasil e a sua escala na Bahia ganham espaço na exposição.



Objetos do século XIX: Xícara sem alça com pires e tinteiro-escrivaninha de prata.


Em prata, marfim e papel, leque confeccionado, em 1808, em comemoração à chegada da família real.


Medalha de ouro cunhada no Rio de Janeiro no ano de 1820
em comemoração à aclamação de D. João como rei de Portugal, Brasil e Algarves.





Outros importantes momentos da regência de D. João estão no Museu Histórico Nacional, como, por exemplo, a "Abertura dos Portos às Nações Amigas" e a elevação do Brasil à categoria de Reino Unido a Portugal, sendo que os respectivos documentos destes atos, assinados pelo próprio príncipe, estão na exposição. Durante a visitação, o público também conhece os importantes conflitos que ocorreram, tanto no Brasil, quanto em Portugal, a partir de 1817, como as relevantes revoluções pernambucana e do Porto.



Documento histórico assinado por D. João.


Aquarela sobre papel de José Wasth Rodrigues retratando os uniformes dos militares portugueses em 1806.
Da esquerda para a direita, os três primeiros são generais, e os outros dois são pertencentes à infantaria.


Guerra da Cisplatina: Tema da tela de Edoardo De Martino.




Os visitantes poderão conhecer, durante a exposição, objetos do período joanino, como, por exemplo, louças, móveis e condecorações. Além destes itens, destaca-se que o público pode ver a coroa que foi de D. João e o seu trono acústico, feito na Inglaterra especialmente para o personagem.



Trono acústico de D. João:
Por problema auditivo, D. João colocava o fio em seu ouvido e o interlocutor falava pela boca do leão que está nos braços da cadeira.



Relógio de caixa alta: Objeto de madeira datado do século XVIII.


Detalhe do relógio.




A exposição é finalizada com a proclamação da Independência brasileira por D. Pedro, sendo que neste trecho há uma grande estátua em sua homenagem, que, através de efeitos tecnológicos que simulam expressões na face da imagem, o público pode ouvir a famosa declaração do filho de D. João: "Independência ou Morte".



D Pedro I: Estátua de gesso feita por Bernadelli.






Visite o Museu Histórico Nacional - MHN:

Endereço:

Praça Marechal Âncora s/n (próxima à Praça XV)
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (0xx21) 2550-9220 / 2550-9242
Sítio da web: www.museuhistoriconacional.com.br
E-mail: mhn02@visualnet.com.br



Horários:

De 3ª à 6ª feira: Das 10hs às 17:30hs.
Sábados, Domingos e Feriados: Das 14:00hs às 18:00hs.
2ª feira: Fechado.




Para mais informações concernentes a
D. João VI e a estada da família real portuguesa no Brasil,
acesse:



Matéria sobre o Paço Imperial


Entrevista com a Profª Drª Francisca Azevedo
(Universidade Federal do Rio de Janeiro.)


Os artigos do historiador Fábio Ferreira:
(Doutorando em História pelo PPGH/UFF e Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.)


D. João VI, o General Lecor e a criação da Cisplatina



As incursões franco-espanholas ao território português:
1801 - 1810


A política externa joanina e a anexação de Caiena: 1809-1817




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