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Chatô, o Rei do Brasil

Cartaz do filme "Chatô, o rei do Brasil".

Cartaz do filme “Chatô, o rei do Brasil”.

Direção: Guilherme Fontes/Roteiro: João Emanuel Carneiro, Matthew Robbins e Guilherme Fontes (Baseado em Chatô, o Rei do Brasil, livro de Fernando Morais)

Elenco: Marco Ricca, Andréa Beltrão, Paulo Betti, Leandra Leal, Eliane Giardini, Zezé Polessa, Gabriel Braga Nunes, Walmor Chagas, José Lewgoy.

Produção: Guilherme Fontes Filmes/Brasil, 2015, 1h42.

 

O próprio filme já tem história. Em 1995, no contexto do chamado renascimento do cinema nacional, cujo marco é “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil”, o ator Guilherme Fontes anunciou que realizaria a cinebiografia do empresário Assis Chateaubriand (1892 – 1968), também conhecido como Chatô. A base da obra cinematográfica era o livro homônimo do escritor Fernando Morais. A estreia estava prevista para 1997.

Porém, não foi isto o que aconteceu. A película só estreou 20 anos depois, ou seja, em 2015. O leitor que, eventualmente, não conhece a história envolvendo a produção – que não é o objetivo do presente texto – provavelmente se questionará a razão da demora. Neste longo período, além de não conseguir finalizar o filme ainda na década de 1990, houve uma série de acusações contra Fontes, como a de que este teria empregado mal o dinheiro que recebeu via leis de incentivo fiscal e a polêmica chegou aos tribunais. Muitos disseram que a cinebiografia sequer existia. Finalmente, após idas e vindas na justiça, o filme estreou em 2015 nos cinemas brasileiros e hoje está disponível na Netflix.

Cinelândia e Palácio Pedro Ernesto no centro do Rio: parte da bela reconstituição de época do filme.

Cinelândia e Palácio Pedro Ernesto no centro do Rio: parte da bela reconstituição de época do filme.

Em relação aos seus méritos, pode-se elencar, por exemplo, que em termos quantitativos, a produção incrementou o número de filmes nacionais, gerou empregos e movimentou economicamente a indústria cinematográfica do Brasil. Além disto, trouxe um respeitável time de atores, o filme é bonito no aspecto estético, em suas externas tem bela reconstituição do Rio da época e retoma importantes personagens da história nacional. Também mostra ao público o quão promiscuas podem ser as relações entre empresas privadas e o poder político. Em conjunto com a história de vida do personagem, Fontes perpassa por parte da história do Brasil e dos veículos de comunicação do protagonista, como seus jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão. Está no filme, dentre outros tópicos, parte da história da TV Tupi, dos Diários Associados, da constituição do acervo do MASP e alianças e conflitos entre Chatô e Getúlio Vargas, bem como com os militares de 64, devido às dificuldades das já combalidas empresas do personagem-título de obterem verbas governamentais, sendo preteridas a favor de grupo empresarial concorrente que, então, colocava no ar sua TV com parte de capital norte-americano – em provável alusão ao caso Time-Life.

Cena que remete à inauguração da tv brasileira, em 1950.

Cena que remete à inauguração da tv brasileira, em 1950.

Sobre os vários problemas da obra, estão uma série de situações mal explicadas ou pseudocômicas, que serão, algumas delas, elencadas. Uma é que a cinebiografia não apresenta ao público em que momento de sua trajetória empresarial Chateaubriand “deu o pulo do gato”, transformando seus veículos de comunicação em empresas extremamente poderosas e influentes na sociedade brasileira de então. Não se sabe o quanto do êxito logrado pelo paraibano foi fruto de seu primeiro casamento ou de suas chantagens a outros empresários ou de suas articulações políticas ou até que parte da história o seu projeto empresarial era viável economicamente.

Igualmente sem explicação, “do nada”, como um flash no meio do filme, mostra-se Chatô contra a construção de Brasília, mas sem dizer o porquê. Teria Chatô um possível perfil udenista? Ou, então, já sabia das alianças de JK com empreiteiras para erguer a nova capital? Os que já conhecem os últimos meses de vida Vargas, conseguem identificar o atentado da Tonelero, porém, Gregório Fortunato vira Terêncio e, em um passe de mágica, Chateaubriand assume o papel de Lacerda, inclusive atacando veementemente Vargas na imprensa – no caso, na TV Tupi.

Personagem que participa do show que o moribundo Chatô vê-se envolvido.

Personagem que participa do show que o moribundo Chatô vê-se envolvido.

O aspecto pseudocômico está em tentativas inócuas de fazer graça com cenas que não possuem comicidade alguma – ou que talvez só façam as crianças do jardim de infância rirem – como a aplicação de uma injeção nas nádegas de Chatô. O tom de caricatura é exagerado, inclusive em várias interpretações, dando-se ao público personagens tão ridículos e caricatos como os das novelas mexicanas e inundando a tela de “canastrice”.

Outro ponto é que o Chateaubriand de Fontes é desnecessariamente devasso. Se Chatô fosse um filme como as pornochanchadas da década de 1970 haveria lógica mostrar as peripécias sexuais do personagem e, quiçá, seus respectivos detalhamentos. Porém, em uma cinebiografia que traz de forma pincelada e sem nexo fatos da vida de um personagem histórico, sem apresentar vários porquês de posicionamentos políticos ou como se concretizaram importantes medidas da trajetória empresarial de Chatô, seria melhor dedicar o tempo do sexo à consistência do filme.

Para completar as oportunidades perdidas para a realização de uma cinematografia nacional de extrema qualidade, está a opção de narrar a trajetória de Chateaubriand no seu leito de morte, quando, em seus devaneios, o protagonista repassa sua vida em um julgamento em uma espécie de programa de auditório tosco. Adota-se tom teatralizado, tons farsescos, podendo até serem interpretados como paródias da vida pública nacional. Talvez o diretor tenha tomado esta via para agradar a um determinado público, que está mais preocupado com o formado do que com o conteúdo.

Depois de quase duas horas, não se sabe se o que foi assistido foi a um filme de história, comédia ou drama. Mas fica a certeza de ter estado diante de um filme “trés chatô”! Em suma, foi perdida a chance de fazer-se algo realmente bom, que prendesse o espectador do início ao fim, agregando à película parte da história do Brasil, bem como o talento dos técnicos e artistas envolvidos no projeto, resultando, assim, em um produto que poderia, inclusive, ter representado o país no Oscar. Mas, não deu. Enquanto isto, perde-se cada vez mais público para os patéticos blockbusters hollywoodianos, para as redes sociais e até mesmo para a invasão de Pokémons.

Marco Ricca e Paulo Betti caracterizados, respectivamente, como Assis Chateaubriand e Getúlio Vargas.

Marco Ricca e Paulo Betti caracterizados, respectivamente, como Assis Chateaubriand e Getúlio Vargas.

Prof. Dr. Fernando Purcell (Pontificia Universidad Católica de Chile)

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) realizou o "Seminário Internacional Revoluções de Independência e Construção da Nação na América Ibérica", organizado pelos Profs. Drs. Marco Antonio Pamplona e Maria Elisa Noronha de Sá Mader, docentes e pesquisadores da referida instituição.
O Seminário promoveu o debate historiográfico em torno das revoluções de independências e da construção das nações no Brasil e na América Hispânica, a contar com pesquisadores hispano-americanos, europeus e brasileiros. No Rio de Janeiro para o evento, o Prof. Dr. Fernando Purcell (Pontificia Universidad Católica de Chile) foi entrevistado pela Revista Tema Livre. A seguir, o registro da conversa entre a publicação e o pesquisador chileno.

Revista Tema Livre – Em primeiro lugar, o Sr. pode falar sobre a sua tese de doutorado “Too Many Foreigners For My Taste.’ Mexicans, Chileans and Irish in Northern California, 1848-1880”.

Fernando Purcell – Bueno, yo hizo un doctorado en historia de Estados Unidos y me fue desde Chile siempre pensando en un problema, y ese problema tenía que ver con la inmigración y su papel en la historia de Estados Unidos. Lo que me interesaba saber, descubrir, explorar era como un país que había recibido tantos inmigrantes a lo largo de su historia podría mantener una suerte de cohesión nacional. Revisando archivos, especialmente en California, en la Universidad de Berkley, me encontré con periódicos de chilenos y mexicanos que habían estado en California, y eso me interesó mucho por el hecho de que al mismo tiempo que marcaba una presencia y demostraban una serie de intereses locales, demostraban una vinculación con el país de origen. Entonces, mi pregunta ahí fue ¿Cómo estos inmigrantes, que definitivamente forman parte de los Estados Unidos y dieran un carácter a esta sociedad, al mismo tiempo se mantienen vinculados a su lugar de origen? Decidí a elegir a esos dos grupos, a mexicanos y a chilenos, y mi profesor guía, Warren Dean, me dijo ¡Bueno!, ¡Perfecto! Pero se vas a hacer el trabajo comparativo de como distintos grupos nacionales se incorporan a la sociedad de los Estados Unidos, debes incluir un tercer grupo, y él me sugirió a incluir a los irlandeses por el hecho de que así como los mexicanos y los chilenos, era un grupo católico, pero, más allá de esta similitud, había una serie de diferencias. Entonces, comencé a comparar a esos tres grupos y dai surgió el proyecto dotoctoral.
En un primer momento, en el comienzo, yo decidí, desde Chile, a trabajar inmigrantes chilenos, simplemente que mi presencia en el archivo allá y al encontrar esos periódicos me surgieron las preguntas que tengo. Agrego que el trabajo yo lo realicé en archivos de tres países: de Chile, de México, estuve en ciudad de México trabajando ahí en varios archivos y, también, en Hermosillo, en el norte, donde vino mucha inmigración mexicana, y, de Estados Unidos, en California, en San Francisco, Sacramento… y estuve en Boston, debido a la gran cuantidad de inmigrantes irlandeses que llegaran y esta microfilmada toda la prensa irlandesa, hay muchos documentos que están disponibles. El recogido fue bastante amplio, archivos de tres países, en muchos lugares distintos.

RTL – Os chilenos mantiveram seu vínculo com Chile mesmo nos EUA. E como foi com os mexicanos e irlandeses?

Purcell – Lo interesante en la vinculación de los chilenos que vivían en los Estados Unidos con su país tiene relación con coyunturas, con momentos importantes, entre ellos, por ejemplo, un conflicto que Chile tubo con España, en 1865–1866, una pequeña guerra, que fue precisamente lo que motivó los chilenos a hacer sus diarios en la ciudad de San Francisco, antes no existían. Se crean muchas sociedades patrióticas en San Francisco y en todos los pueblitos donde se concentraban muchos de los mineros chilenos que se habían quedado allá y ocurre que los chilenos y los mexicanos son vistos por los norteamericanos como lo mismo, racial y culturalmente son lo mismo.
La práctica también ayuda, hay un vínculo muy fuerte, te pongo un ejemplo: más o menos en los mismos años que Chile tiene ese breve conflicto con España, México sigue invadido por Francia, y entra Maximiliano en el poder. ¿Que implicó esto en California? Que los mexicanos también crearan sus propios periódicos y sus propias sociedades patrióticas. Lo interesante es cómo habían chilenos que participaban de las sociedades patrióticas mexicanas y cómo habían mexicanos que participaban de las sociedades patrióticas chilenas. Logran una sintonía, idea de una verdadera comunidad, esto que hoy son los hispanos en los Estados Unidos, comienza con la fiebre del oro, comienza la primera noción, incluso, de una raza latina, y surge, temprano, en la década de 1870.
El aceso de los irlandeses es distinto. Me refiero a los irlandeses de la costa oeste de los Estados Unidos, porque en la costa este, en ciudades como Nueva York y Boston, los irlandeses eran sumamente discriminados, no eran considerados blancos, eran considerados simios, monos. Pero ya en California, ellos están relacionándose no solamente con los blancos, como en la Costa Este, sino que con chinos, con mexicanos y con chilenos, y lo que ocurre con ellos es que, como se blanquean, ocupan lugar mucho más destacado dentro del ámbito social que los mismos irlandeses en el mismo momento van a experimentar en la Costa Este. Y más, los principales críticos de la inmigración china son irlandeses, quienes, a la diferencia de mexicanos y chilenos, llegaron en un mayor número y alcanzaron un poder político importante, porque se nacionalizaban y porque al mismo tiempo participaban de las maquinarias políticas. Eran cooptados, por ejemplo, por el Partido Demócrata, que los consideraba importantes, lo que iban a tener una relevancia política mucho mayor. Y eso genera una bifurcación de caminos, hablando del resultado de la investigación: los irlandeses, en definitiva, se incorporaron a la sociedad de California de forma mucho más efectiva y plena por el peso político que tuvieron, mientras que chilenos y mexicanos ocurrieron todo lo contrario, sus índices de participación política, incluso de nacionalización, fue mínimo. La mayoría no se nacionalizó, se mantuvo en el margene de la sociedad, discriminados, lo que, por ejemplo, se vivencia no solamente en la política, sino en el espacio residencial en la ciudad de San Francisco. Muchos de ellos trabajaban en minas, en “Company Coals”, y en esos poblados ocupaban lugares marginales, segregados en relación a otro tipo de sociedad. Fue mucho más difícil la incorporación, pero siempre se mantuvieron vinculados a sus lugares de orígenes. Entonces, mexicanos y chilenos, a la diferencia de los irlandeses, pues Irlanda estaba ocupada por Inglaterra, se sentían mucho más pertenecientes a su patria, a su propio territorio, y ese vinculo lo mantuvieron conservando las comidas étnicas o nacionales, con sus propios clubes sociales, lo que les permitieron mantenerse más vinculados al lugar de origen, a la diferencia de los irlandeses.

RTL – Esse período que o Sr. trabalhou na tese refere-se a quando a Califórnia deixou de ser parte do México e passou a fazer parte dos EUA. Fale-nos um pouco sobre este episódio. Qual foi o papel das elites locais?

Purcell – Esa es una pregunta importante, porque se da la curiosidad de que este fenómeno de la fiebre del oro comienza en el 1848 y, precisamente, en el momento en que se firma el tratado de Guadalupe-Hidalgo, queda por cerrar un conflicto que implicó en la conquista de cerca de la mitad del territorio mexicano por parte de los Estados Unidos y más, se descubre oro en Enero de 1848, y el tratado se firma en Febrero de 1848. Ora, ¿que pasa? California era un territorio marginal y lo había sido dentro del esquema del colonialismo español, en Nueva España, y, también, dentro del período nacional mexicano, que comienza en la década del 1820. Por lo tanto, la cuantidad de personas de origen mexicano que habitaban California era muy pequeña en esa época. La toma de posesión de California por los Estados Unidos, y la fiebre del oro, generaran un poblamiento masivo, en donde esa población original, esas elites locales, que eran denominadas californios, eran mínimos. Estamos hablando de seis mil personas. Eran ganaderos y personas dedicada al mundo agrícola en torno a lo que habían sido las misiones franciscanas y que mientras habían sido transformadas en los focos de poblamiento durante el Virreinato, y en verdaderas unidades económicas, pero precarias, simples. Esas elites locales son menores, son muy pocas en cuantidad. Ya en 1850 había mucho más inmigrantes mexicanos, gente que había dejado desde Sonora, desde Chihuahua, a California, de lo que era gente que había vivido ahí toda su vida. Entonces, eso se produce confrontaciones, el californio, o sea, el elemento nativo, siente un cierto orgullo, mira con desprecio al inmigrante, pero tampoco ocupa una situación suficientemente privilegiada, con la excepción de que el tratado de Guadalupe-Hidalgo le permitía a estos californios el derecho de la ciudadanía inmediata, pero muchos de ellos no se nacionalizaron y, en definitiva, terminaron siendo un grupo marginal. Esa elite local anterior, de algún modo, se ve desestructurada y abrumada también por el arreglo de ciento de miles de personas que llegaron rápidamente a poblar California.

RTL – Fale-nos um pouco mais sobre estes califórnios. Posteriormente, já no período em que a Califórnia pertencia aos EUA, como estes califórnios se comportam? Casamentos mistos com norte-americanos? Há uma miscigenação? Ou uma nova elite os destrói?

Purcell – Bueno, en general lo que ocurre es que son hombres anglo-americanos lo que normalmente se casan con mujeres californias. No ocurre lo mismo con los hombres. Entonces, hay ahí un mestizaje que, en definitiva, ¿que hace? Termina por diluir de algún modo la presencia de los californios que ya en 1880 no es relevante. En 1880 ya no se puede hablar de la existencia de este grupo que en el 1848 está claramente diferenciado de los mexicanos. ¿Por qué? Porque las mujeres se han casado con hombres anglo-americanos, y los hombres, bueno, se han casado, sus descendentes, con inmigrantes mexicanas, y se han ido mezclando. Piensa que en California, en 1849, en pleno apogeo de lo que la fiebre del oro tenía 2% de población femenina. Entonces, dentro de este ambiente predominantemente masculino, obviamente que ¡las mujeres originarias de California eran un botín sumamente apreciado para este mundo masculino!

RTL – Saindo do hemisfério norte e partindo para o sul, como eram as relações do Chile com seus vizinhos no século XIX, envolvendo aí a questão das fronteiras?

Purcell – Primeramente, lo que se genera es que en California es un pot por la realidad en donde conviven mexicanos con chilenos, con un grupo pequeño de peruanos, con nicaragüenses, es una situación de hermandad mucho más profunda de la que ocurre, respectivamente, en sus lugares de origen. Por ejemplo, durante el siglo XIX, se van a desarrollar una serie de conferencias americanas que buscan establecer alianzas van a ser interpretadas como fundamentales por las comunidades de chilenos, de mexicanos, de peruanos en California, pero hay un recelo mayor en Sudamérica al respecto. Por estas tensiones que, al menos en el caso de Chile, van a comenzar a aparecer, ya desde la década de 1830, con vecinos, en particular con Perú y con Bolivia, que van a formar una Confederación, con el predominio de Andrés de Santa Cruz en la zona de Bolivia, que se van a enfrentar en una guerra con Chile, entre el 1836 y 1839. Esa guerra de ese siglo dibuja lo que son las relaciones de Chile con sus vecinos para el resto del siglo XIX. Primero, por la confrontación y victoria chilena, en definitiva, con el apoyo de algunos peruanos que, a su vez, también se quieren sacar Andrés de Santa Cruz de Bolivia, pero, en definitiva, es vista como una victoria chilena, que preocupa Argentina, que quiere mantener los balances de poder… con esa posibilidad de guerra se va una traición de relaciones diplomáticas cercana con Perú. Eso va a generar a lo largo del siglo XIX, tanto el tema de la Guerra del Pacifico, que comienza en 1879, que va a llevar a Chile, en definitiva, a conquistar una serie de territorios y quitar la posibilidad de salida del mar de Bolivia, quitándole porto, restringiendo el territorio sur peruano, lo que va a tensionar sus relaciones hasta el día de hoy. Más allá de los acuerdos alcanzados, entre comillas, supuestamente definitivos con Perú, en 1929. Eso porque hoy Chile no tiene relaciones diplomáticas formales con Bolivia, ya desde fines de la década de 1970. Hay constantes impases diplomáticos de una historia que se reporta a lo siglo XIX, de tensiones, de dificultades, y que va a llevar Chile también a confrontarse con Argentina, no bélicamente, pero sin diplomáticamente, para saltar el tema de las divisiones territoriales, también del siglo XIX.

RTL – É também no século XIX que surge o discurso da existência de uma especificidade chilena em relação aos outros países da América do Sul…

Purcell – Es muy importante ese discurso de excepcionalidad, que es muy marcado en Chile. Hay una serie de factores que influyen para que se pueda haber elaborado ese discurso. Yo diría que el fundamental es este aislamiento de Chile, que le permite al tener que lidiar con poblaciones relativamente más homogénea y contenidas en una unidad territorial más pequeña, marginal dentro del virreinato del Perú, le permite alcanzar una estabilidad institucional del estado más rápidamente que otras naciones. Ya en 1833 se genera una constitución unitaria, centralista, con un poder ejecutivo fuerte, que, con cierto éxito, logra más o menos manejar, controlar la situación. ¿Y qué pasa? Que Chile comienza comparar con otras realidades. Comienza a comparar con México. Son cuestiones que en una perspectiva histórica son algo incomparables. Compararse al virreinato, que intenta mantenerse, transformarse en una nación, con toda una diversidad que hay ahí, no se puede… Comienza a compararse con el virreinato del Perú, que es la misma situación de México, pues es una unidad mucho más grande que Chile, también con el virreinato de la Plata… y la prensa chilena comienza a destacar el éxito de Chile, que es ordenado, que contrario a lo que ocurre en otros lados, no es caótico, no es problemático y ahí surge esa idea de la excepcionalidad, de Chile ser producto de la existencia de una democracia, de un estado central en que hay orden, en que no hay el caudillismo, en que no hay un montón de problemas… Pero, se tu miras con calma, Chile tubo tres guerras civiles en el siglo XIX. ¿Hasta que punto es tan excepcional? Hasta que punto es tan excepcional se considera que en realidad esta comparando con fenómenos nacionales que surgen desde los centros de los virreinatos y no desde los márgenes. Entonces, todo eso tiene, pero es muy fuerte esa idea de excepcionalidad, es muy fuerte esa noción que intenta olvidar el mundo indígena chileno y que se dice, bueno, somos más europeos, somos los ingleses de Sudamérica. Todo discurso que surge tempranamente en el siglo XIX, en parte por las razones que hablamos, y que continua en los siglos siguientes.
Se tu vez después, por ejemplo, en el Chile de 1960, con Eduardo Freire, que gobernaba el país del 1964 al 1970, él viaja por Europa y por varias partes del mundo, de algún modo, buscando un reconocimiento de la estabilidad y de la democracia chilena, nuevamente, contrastándose con el resto del continente. ¿Qué lo que hace Eduardo Freire en los años de 1960 y que cautiva, por ejemplo, a Johnsohn, que está en la presidencia de los EE.UU. en este momento? El proyecto de la alianza para el progreso. Ahí hay esta idea de que en Chile las cosas se pueden resolver no necesariamente por la vía de las armas, como en Cuba, sino por la vía de la reforma, de la cooperación y de la libertad. En otras palabras, que Chile va a alcanzar sus cambios estructurales a través de formas pacificas, civilizadas, democráticas. Sin embargo, después Chile cayó en una dictadura que distingue una excepcionalidad que se diluye, pero se refuerza nuevamente con el éxito del neoliberalismo en los últimos años del gobierno de Pinoché y del levantamiento económico que nuevamente se ha sentido distinto… es una constante en la historia de Chile, que tubo su origen en el siglo XIX.

RTL – Qual a razão para os chilenos do século XIX emigrarem e escolherem os EUA, se, neste momento, o Chile recebia vários imigrantes europeus?

Purcell – Bueno, es una pregunta importante y también que se están haciendo muchos de los políticos y de los gobernantes chilenos en la época. En primer lugar, había una valoración, como en el resto de América Latina, sobre el elemento europeo. ¿Quienes son los científicos contratados pelos gobiernos? Europeos. Franceses, fundamentalmente, italianos… A los europeos los consideran industriosos. Por lo mismo, desde México hasta Chile y Argentina, en general, se desarrollan proyectos de colonización por parte de inmigrantes europeos despeto a una serie de nociones raciales y de ventajas que, supuestamente, están aparejadas a la presencia de esas personas. Lo interesante es como, en el caso chileno, esos agentes colonizadores, esos inmigrantes extranjeros van a ser ubicados en el sur de Chile, en zona donde existían indígenas, quienes no cuentan – según los gobernantes de la época – con esas cualidades que los europeos tienen. Dibujaron a los indígenas como cínicos, bárbaros, incivilizados, personas flojas, borrachas, todo lo contrario de lo europeo y ¿lo que hay que hacer? Hay que en los territorios que ellos habitan procurar insertar inmigrantes de forma tal de que hagan productivas tierras que están siendo despierdizadas. Esa es un poco la lógica que opera y que permite, por ejemplo, el arribo de muchos alemanes, desde la década de 1850 en adelante, a zonas del sur, como que estaban fundamentalmente pobladas por pequeños grupos de indígenas mapuches.
Ahora, me has preguntado también por el impacto que produce la inmigración de chilenos a Estados Unidos, precisamente en lo momento en que se estaban conformando…

RTL – Sim, pois, teoricamente, estes chilenos que estavam a emigrar para Califórnia poderiam ser deslocados para o sul do Chile…

Purcell – Pero, por un lado, se valoraba más al europeo que al chileno, pero también no hubo preocupación. Quienes se opusieran a la inmigración masiva de chilenos, que se calcula en torno a las 5 mil personas, que era bastante para esa época, señalaba que se estaban perdiendo brazos, mano de obra, fuerza que iba a ser muy importante.
Por lo mismo se opone a esta idea de sangría, que así se lo denominaban en la época, producto de la emigración de chilenos, que era muy importante en la zona central, o sea, quienes va a California viene, fundamentalmente, de zonas donde no se planificaba la colonización. Ese discurso no solamente no termina en California, sino continua después en las décadas posteriores con la construcción de ferrocarriles en Perú. Se construyeron ferrocarriles en Chile y empresarios norteamericanos e ingleses que participaron de esa construcción van a hacer lo mismo para ser contratado por el gobierno de Perú. Como ya habían "domesticado laboralmente" a una importante mano de obra chilena, llevan a muchos de estos chilenos a Perú, a trabajar. Las mismas críticas que ocurren en 1848, serán las que se dan en la década de 1870, 80, en el sentido de ‘estamos perdiendo nuestra mano de obra…’ Lo que se buscaba con el colono inmigrante era que poblase zonas territoriales despobladas, alejadas, a los márgenes del país.
Sobre la salida a California, la gran mayoría de los chilenos que fueron a California, fueron personas pobres, campesinos, algunas personas que trabajaban en la minería en Chile, pero la gran mayoría eran lo que se denominaban peones. Lo interesante es que esas personas bajo ninguna circunstancia habrían podido viajar por sus propios meritos, por varias razones, pero la fundamental es porque no trabajan con pagos en metálico, en moneda. No trabajan, normalmente, en términos contractuales, con contractos de por medio. Son personas que tienen una existencia, en general, precaria, que dependen del hacendado, que muchas veces pagan las cosechas no con dinero, sino que con fiestas o con alimentos, entonces, es casi imposible para la gran mayoría de chilenos que estuvieron a California hacerlo por sus propios méritos. ¿Como se explica? Bueno, precisamente, por la emergencia en Chile de una suerte de burguesía, la emergente burguesía empresarial chilena, que está caracterizada por la presencia de jóvenes, 30, 40 años, quienes a propósito del descubrimiento de mineros en el norte de Chile han comenzado a entrar en la inversión minera, lo que ha generado la primera riqueza chilena. Los primeros grandes ricos chilenos, la mayoría inversionistas, comienzan a aparecer en la década de 1830. Muchos de ellos hicieron su fortuna con la minería cerca de Copiapó, por ejemplo. Eso genera un atractivo para jóvenes empresarios chilenos, quienes contratan a estos peones y los llevan en lo que se llamaban las compañías y son ellos lo que a final sean esas compañías. Algunas con decenas, otras con cientos de personas, pero la gran mayoría eran compañías pequeñas. Un empresario que va con diez peones y les pagan pasaje, alimentación, y hay un trato, normalmente, de cómo se reparten las ganancias. Entonces, lo importante es que la motivación fundamental tiene que ver con aventura, pero, fundamentalmente, con un sentido empresarial de una emergente burguesía chilena que se ve atraída. ¿Y qué lo que explica que no haya sido tanto, por ejemplo, los ecuatorianos, los colombianos o gente de Centroamérica que hayan viajado a los EEUU? Porque no existía ese fortalecimiento de un capitalismo tan temprano como en Chile, ni mismo la existencia de una burguesía. Bueno, hay también factores geográficos, el hecho del pacifico, de muchos de los tránsitos de los barcos norteamericanos que partían de Nueva York, hacían escala en Río de Janeiro, Cabo de Horno, Valparaíso, para abastecerse, eso es un factor, pero esa misma ventaja la tenían en Colombia, en Ecuador y en Centroamérica, sin embargo, fueron muy poco los de esas zonas que inmigraron a los EE.UU.

 

 

 

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O estudo sobre empresários e empresas: conceito, relevância e panorama historiográfico

 

Texto de Carlos Campello

 

Introdução

Apesar dos estudos realizados no século XIX, através de autores como Jean-Baptiste Say1 e Max Weber2 e, também, dos trabalhos produzidos no início do século XX, que resultam nas publicações de Joseph Schumpeter3 e Jean Bouvier4, como área de conhecimento histórico, considera-se que a chamada História empresarial ou de empresas surge apenas nos anos 20, nos Estados Unidos, mais precisamente na Universidade de Harvard.

Oriunda da História econômica, essa vertente de estudo desenvolve-se, gradativamente, não apenas nos EUA, mas em todo o mundo, principalmente a partir da segunda metade do século XX. Ao longo desse desenvolvimento, passa a aproximar-se de outras áreas de pesquisa, como as da Sociologia e da Administração.

Com o objetivo de abordar aspectos relativos ao estudo sobre empresários e empresas, o presente artigo apresenta, em primeiro lugar, como são conceituadas as duas principais denominações utilizadas nesse tipo de segmento de estudo: História empresarial e História de empresas. A importância da disciplina e da relação desta com outros campos de estudo; a necessidade da preservação dos acervos das organizações; e como se deve desenvolver a forma escrita da história sobre as organizações, também são pontos apresentados no presente documento.

Além disto, o trabalho traz um breve panorama historiográfico nacional e internacional, apresentando fatos, autores e publicações que tratam a respeito do estudo do tema em diversos países, destacando-se o cenário brasileiro.

 

Conceito e Relevância

Antes da apresentação do panorama historiográfico nacional e internacional a respeito do estudo sobre empresários e empresas, cabe demonstrar a conceituação das nomenclaturas: História empresarial e História de empresa, além de outras questões relativas ao tema.

Como exemplo de conceito a respeito de História empresarial, pode-se apresentar o preconizado por Toni Pierenkemper que, ao comentar sobre o modelo norte-americano, mostra que essa linha de pesquisa engloba um estudo mais amplo que o especificamente sobre empresas e empresários. Inclui-se, também, nesse tipo de trabalho, as filosofias empresariais, o papel das empresas junto à sociedade, além de estudos comparativos.5

Sobre o conceito referente à História de empresa, pode-se dar como exemplo o definido por Freitas Filho, ao afirmar que essa linha de pesquisa busca desvendar os processos produtivos e a relação com o meio ambiente, econômico e institucional no qual eles se inserem.6

Cabe destacar, ainda, as afirmações de Martínez-Echevarría y Ortega e de Bárbara Levy. O primeiro, considera as empresas como verdadeiros agentes da história e define que a história de uma empresa é um relato de como foi constituída, como superou suas dificuldades e quais foram os acontecimentos políticos e econômicos que teve que enfrentar ao longo do tempo. Em função disto, a missão do historiador da empresa é investigar e fazer conjecturas sobre as possíveis razões de seu êxito ou fracasso.7 Para Levy, a melhor história empresarial é aquela que considera a empresa como parte da sociedade, assim, afirma a autora que “não se pode estudá-la [a empresa] sem levar em conta as articulações recíprocas entre as relações sociais e as práticas empresariais”.8

Inicialmente subordinada à História econômica, nos últimos anos o estudo das empresas e dos empresários vem desenvolvendo-se, também, em torno de disciplinas de diferentes áreas de estudo como, por exemplo, a Administração e, mais recentemente, o Marketing. Como exemplo desta última, vale lembrar que as organizações vêm utilizando a história como estratégia de divulgação de suas marcas, principalmente por ocasião de datas comemorativas buscando, assim, enaltecer as suas atividades bem como a de seus dirigentes, mostrando como estes contribuem para o sucesso do empreendimento. Assim, e diante dessas novas perspectivas, os estudos sobre empresas estão, gradativamente, deixando de ser um apêndice dos estudos econômicos.

Na relação com a Administração, os estudos devem levar em consideração que as organizações atuam num contexto de incertezas, em virtude das permanentes alterações que ocorrem no ambiente a que pertencem. Portanto, ao estar em permanente interação não só com o mercado, mas, também, com outros fatores externos que a influenciam, sejam eles de ordem política, econômica, social ou tecnológica, fica evidente que as instituições não fazem parte de um sistema fechado. Ao contrário, correspondem a um sistema aberto caracterizado, como afirma Bio, pela interferência mútua existente entre as organizações e a sociedade onde elas estão inseridas9.

Assim, pode-se considerar o estudo sobre empresas e empresários o conhecimento e análise da atuação estratégica do empresário, e da criação e desenvolvimento da organização, ampliado nos limites dos inter-relacionamentos e interdependências decorrentes dos fatores relacionados ao meio-ambiente externo à instituição, como os de ordem social, econômica, política e tecnológica. A análise dos acontecimentos que influenciam tanto o homem de negócio quanto à entidade, permite conhecer em que contexto se dá as mudanças organizacionais e qual a ação estratégica adotada para adequar o empreendimento a cada novo cenário apresentado.

As pesquisas desse campo são importantes para pesquisadores e alunos de diversas áreas de estudo e, também, para as organizações e seus dirigentes. Compartilhando com este pensamento, Martínez comenta que, para um futuro dirigente, pode ser interessante conhecer os caminhos de determinada empresa, quais os pensamentos de seus representantes e como foram as circunstâncias no âmbito da estrutura política, econômica e social que a cercaram e onde ela se desenvolveu, quais foram as virtudes e defeitos dos seus dirigentes e que mudanças tiveram que enfrentar ao longo de sua existência.10

Para que os estudos empresariais possam ser realizados, é fundamental a preservação do acervo histórico sobre as companhias, ou seja, os chamados arquivos empresariais. É necessário destacar que a importância da preservação do acervo das organizações não é só com relação aos documentos, mas, também, de outros elementos de cunho histórico como, por exemplo: embalagens de produtos, equipamentos, uniformes, etc.

Estes elementos permitem ao historiador ter o conhecimento de diversos aspectos da gestão da empresa. Para exemplificar, o estudo sobre as embalagens pode mostrar o nível de interesse pela atualização do produto às exigências do mercado; a pesquisa a respeito dos equipamentos auxilia na identificação do nível de atualização tecnológica; e, a análise dos uniformes e outros acessórios utilizados pelo trabalhador, favorece a avaliação do grau de preocupação com a higiene e segurança no trabalho.

Além disso, esses subsídios podem dar oportunidade aos historiadores, não apenas no desenvolvimento de pesquisas acadêmicas e publicações a respeito da temática empresarial, mas, inclusive, em outras atividades. A respeito, Colin Divall afirma que esses profissionais também devem pensar nos museus como parte de sua atuação, auxiliando a preparação de exposições, já que muitos deles apresentam o desenvolvimento histórico das atividades empresariais.11

Portanto, como visto, a formação, manutenção e conservação dos arquivos empresariais são de suma importância. Em decorrência, os organismos governamentais devem adotar medidas que estimulem a preservação de documentos e informações de cunho institucional, sejam pertencentes a entidades do setor público ou do segmento privado. Cabe observar que todos devem estar atentos às mudanças tecnológicas, pois com a utilização cada vez maior de meios eletrônicos de comunicação, a tendência é que se percam informações valiosas para os futuros pesquisadores.

Assim, após tratar-se dos aspectos conceituais e de outras importantes questões relativas ao estudo dos empresários e empresas passa-se, a seguir, a apresentação a respeito da origem, desenvolvimento e atual estágio das pesquisas sobre o tema, através de um breve panorama historiográfico.

 

Panorama historiográfico

Nos Estados Unidos12, como em outros países, o estudo das empresas surge a partir da história econômica, sendo as pesquisas ampliadas para a chamada Business History (História dos Negócios ou de Empresa) e para a Entrepreneurial History (História Empresarial), ambas surgidas na Universidade de Harvard, devendo a sua difusão aos esforços de B. Donham, N.B.S. Gras e Arthur H. Cole13. Em 1926, naquela Universidade, é criada a Harvard Business School Society, No ano seguinte, ou seja, em 1927, na própria Business School, ocorre um fato que é considerado como o principal marco do estudo das empresas, o do estabelecimento da cátedra de História Empresarial.

Cabe, ainda, destacar o papel de Alfred Dupont Chandler Junior, um dos principais, senão o principal historiador a respeito do tema, não apenas nos EUA, mas em todo o mundo, tendo influenciado basicamente os estudos em todo o planeta. Embora o pesquisador tenha promovido estudos desde os anos 50, somente em 1962 começa aquela que se pode chamar de “Era Chandler”, com a publicação da obra Strategy and Structure14. Nesta obra, o autor sumariza a história e a expansão de grandes indústrias, e examina a moderna descentralização estrutural da corporação e o seu desenvolvimento, através do estudo de casos focalizando quatro empresas: du Pont, General Motors, Standard Oil e Sears, Roebuck. & Co.

Como resultado da pesquisa, Chandler chega à conclusão que a mudança da estrutura, ou seja, a forma de organização da empresa e como ela é administrada está estreitamente ligada à expansão do negócio, ou seja, a estratégia, que para o autor são as decisões concernentes à formulação de políticas. Assim, a estratégia é que comanda a estrutura e o desenvolvimento desta é fundamental para que a nova formulação estratégica tenha resultado eficaz. Assim, neste trabalho, o autor inicia um importante ciclo que o torna o mais importante e influente pesquisador sobre empresas, alicerçado no suporte metodológico do estudo comparativo de grandes companhias.

Em 1977, Chandler publica The Visible Hand15, que mostra como as grandes empresas só podem funcionar com grandes hierarquias e diretores profissionais. Neste trabalho, o autor enfatiza a interdependência entre a ciência, a empresa e a tecnologia, além de demonstrar o papel do empresário e da gestão no desenvolvimento econômico e, assim, se contrapõe à obra de Adam Smith, “A mão invisível”, que considera as ações econômicas reguladas pelo desejo dos indivíduos e ações do mercado.

Encerrando o que se pode denominar de “trilogia chandleriana”, em 1990, surge Scale and Scope16, quando Chandler analisa os casos de crescimento industrial dos Estados Unidos, Alemanha e Grã Bretanha, ocorrida principalmente, segundo o autor, pela ampliação dos meios de transporte e de comunicação, dando surgimento ao tipo de gestão separada da propriedade. O estudo considera, entre outros pontos, que na produção em massa a economia de escala se produz quando aumenta a produção e, assim, reduz-se o custo da unidade produtiva; e que a diversificação ocorre quando a utilização de processos de uma unidade aumenta a quantidade de produção ou de distribuição.

Saindo dos Estados Unidos para a Europa passa-se, a seguir, ao desenvolvimento de um panorama historiográfico a respeito da História empresarial ou de empresas em países como Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Espanha e Portugal. Vale destacar que, assim como nos Estados Unidos, no continente europeu a disciplina é bastante influenciada pelas pesquisas de Chandler e oriunda da história econômica, sendo que, nos últimos anos, seguindo a tendência mundial, vem se expandindo para outras disciplinas, como as da área de ciências empresariais e de direção de empresas.

Iniciando-se pela Inglaterra17, pode-se considerar como um marco inicial a criação, por um grupo de acadêmicos e diretores de empresas, no ano de 1934, do Business Archives Council. Além deste fato, são também importantes os trabalhos realizados por pesquisadores como D.C. Coleman, no estudo dos empresários; Peter Mathias, que observa as conexões entre direito de propriedade e os custos de transação com a atividade econômica capitalista18; e Charles Wilson autor, em 1954, da história da Unilever, que analisa a companhia em sua relação com a estrutura e o desempenho da economia19.

Outro país da Europa onde a História empresarial ou de empresa está presente é a Alemanha20, onde os estudos são iniciados de forma concomitante com os Estados Unidos, porém com dois aspectos distintos. O primeiro é que, no princípio, as pesquisas são organizadas pelas próprias empresas e não pela academia e, o segundo, é que os trabalhos realizados têm a característica específica de História de empresa, e não a abordagem mais ampla da Historia empresarial americana.

Os estudos germânicos desenvolvem-se principalmente a partir dos anos 90, com destaque para as publicações realizadas por autores como Heidrun Homburg, em 1991, sobre a Siemens Corp., e que descreve as relações de trabalho no início do século XX; Alfred Kendrees, em 2000, sobre a United Steel Works Corp., que versa sobre aspectos técnicos e organizacionais; além de edições comemorativas, como a dos cem anos da Mannesmann Corp., de 1990, escrita por H.A. Wessel; e a dos 125 anos da Continental Rubber Corp., de 1996, escrita por P. Erker.

Ao contrário da Alemanha, na França21, assim como nos Estados Unidos, os estudos sobre empresas começam no segmento acadêmico, onde se encontram bem consolidados. No início dos anos 50, através de historiadores como Pierre Léon, Claude Fohlen e Guy Thuillier, surgem os trabalhos pioneiros sobre o tema, sendo, portanto, esses autores considerados como mentores da Historia empresarial francesa. Também Pierre Vilar traz contribuições à disciplina, ao diagnosticar que “a querela entre historiadores e economistas sobre história empresarial não podia ser desvinculada da questão do lucro.”22

Prosseguindo com este panorama historiográfico europeu, passa-se a discorrer sobre a Itália23, onde o estudo sobre empresas e empresários possui, como marco inicial, o estudo feito por Valerio Castronovo, em 1971, sobre a vida de Giovanni Agnelli, fundador da FIAT. Mais tarde, em 1982, Castronovo auxilia no desenvolvimento dos estudos italianos, promovendo a formação do Centro Studi per la Documentazione Storica ed Economica dell’Impresa, organismo este responsável pela reorganização dos arquivos de diversas empresas como a Alfa Romeo, Fiat, Telecom, etc.

Partindo-se para a Península Ibérica, chega-se à Espanha24, onde a Historia de empresa surge com a divulgação, nos anos 70, de obras normalmente elaboradas por historiadores econômicos e financiadas por empresas, que tratam a respeito de bancos e estradas de ferro, além de biografia de empresários. Na década seguinte, inicia-se o processo de desenvolvimento da disciplina, com a elevação do nível de interesse pelas pesquisas nessa área acarretando, assim, o crescimento do número de publicações.

Finalizando esse quadro europeu, aborda-se a historiografia em Portugal, onde os trabalhos vêm se ampliando graças à atuação de pesquisadores e de instituições. Como exemplo, pode-se citar as obras de José Amado Mendes, sobre a indústria portuguesa; a coordenada por Miguel Figueira de Faria, sobre a indústria naval, que mostra a origem e desenvolvimento da LISNAVE, importante empresa de construção e reparação naval portuguesa; e, no gênero biográfico, a obra de Filipe Fernandes, que apresenta a biografia de vários empresários portugueses do século XX.

Além dos autores acima citados, universidades e outras organizações de pesquisas portuguesas também estão contribuindo para o desenvolvimento dos estudos sobre a História empresarial ou de empresas: Como exemplo tem-se as Universidades de Coimbra, Autônoma de Lisboa e de Évora, além da Associação Portuguesa de História Econômica e Social, entidade fundada em 1980, e que vem realizando encontros periódicos tendo, até o momento, organizado vinte e sete eventos.

Da Europa para a Ásia, chega-se ao Japão25, onde a História de empresas desenvolve-se dos anos sessenta em diante tendo como marco a fundação, em 1964, da Business History Society of Japan, que organiza anualmente, desde 1974, a International Business History Conference e que publica, a partir de 1984, em língua inglesa, a revista Japanese Yearbook on Business History.

A historiografia nipônica, normalmente, trata do estilo diretivo japonês adotado nas grandes empresas. Um aspecto importante sobre a pesquisa em historia empresarial no Japão é a grande popularidade das publicações a respeito de determinadas corporações, patrocinadas pelas próprias companhias. Recentemente, as pesquisas estão tratando, também, sobre os empresários que se destacam pela capacidade de liderança.

Segundo Bárbara Levy, os japoneses fazem uma história que atende perfeitamente à postura de interrogar o passado a partir da realidade do seu capitalismo atual, com forte dose de orgulho nacional, mas com reconhecida competência.26

A seguir, trata-se da América Latina27, onde a história empresarial também tem sua origem na historia econômica. Nesse campo historiográfico, as pesquisas encontram-se mais desenvolvidas em países como o México, Brasil e Argentina, vindo a seguir a Colômbia, Chile, Peru, Venezuela e Uruguai.

No México, têm-se como marcos importantes a fundação em Monterrey, no ano de 1992, por Mario Cerutti, historiador argentino radicado no país, da Asociación de Historia Económica del Norte de México, e a criação, em 1998, da Asociación Mexicana de Historia Económica, cujo primeiro congresso nacional, realizado em 2001, inclui temas sobre história empresarial. De forma geral, a historiografia mexicana baseia-se no estudo sobre empresários, mas, ultimamente, vem tendo destaque além das grandes empresas, os estudos regionais.

Os estudos na Argentina possuem como fatos relevantes a publicação, desde 1962, de trabalhos na revista Desarrollo Económico e, também, as Jornadas de Historia económica, organizada anualmente pela Asociación de Historia Económica Argentina. As jornadas, desde meados da década de 90, contam com colóquios a respeito da historia sobre empresas. Outro marco importante argentino é o da fundação, em 2000, do Centro de Estudios de Economía de la Empresa, na Facultad de Ciencias Económicas, da Universidade de Buenos Aires.

Inicialmente apresentando trabalhos sobre companhias estrangeiras, em função da grande imigração de capital de fora do país, a historiografia argentina passa, a partir da década de 90, a promover publicações a respeito de organizações nacionais como, por exemplo, o trabalho de Jorge Schvarzer, sobre a história da indústria e, mais recentemente, o livro comemorativo do cinqüentenário da ARCOR, elaborado por Bernardo Kosacoff em conjunto com outros autores. Este trabalho mostra como um grupo de descendentes de imigrantes italianos, comandado por Fulvio Salvador Pagani instala, em 1951, na cidade de Córdoba, uma modesta indústria que, passados 50 anos, transforma-se em grande produtora mundial de doces.

Embora de origem recente, as pesquisas na Colômbia, especialmente a partir dos anos 80, vêm crescendo bastante, inclusive com a criação, na Faculdad de Administración da Universidade dos Andes, da disciplina Historia do desenvolvimento empresarial colombiano, cujo objetivo é o de utilizar os antecedentes históricos das organizações e de seus dirigentes, como fontes importantes para a formação de administradores, sejam eles públicos ou privados.

Recebendo a influência da Comissão Econômica para América Latina (CEPAL)28, na historiografia chilena os estudos são predominantemente genéricos e abrangem, principalmente, temas relativos ao século XIX, com pouca produção que englobe a primeira parte do século XX. Os trabalhos mais específicos abordam, normalmente, temas sobre mineração, industrialização e agricultura.

No Peru, predominam as histórias de firmas individuais e aquelas de âmbito local ou regional e, na Venezuela, os estudos sobre empresas não pertencem a uma área específica da economia, mas sim, a casos relacionados a negócios na história. A historiografia venezuelana conta, principalmente, com estudos genéricos e publicações sobre políticas econômicas, indústrias em geral e petróleo.

Embora poucas, existem no Uruguai publicações a respeito de empresas e empresários como, por exemplo, a de Richard Durant, que aborda a navegação fluvial no Rio da Prata, Paraná, Paraguai e Uruguai, possuindo um breve histórico de empresários do setor, e a de Alcides Beretta Curi, sobre a imigração italiana e a formação do empresariado uruguaio. Ressalta-se, ainda, no Centro Interdisciplinario de Estudios sobre el Desarrollo (CIEDUR), os trabalhos de Raúl Jacob sobre o setor bancário.

No Brasil, os estudos sobre empresas e empresários surgem a partir da década de 50. No entanto, passam a desenvolver-se somente a partir dos anos 60 e 70, quando surgem, principalmente, os trabalhos de Roberto Simonsen e de Caio Prado Jr, tratando da industrialização no Brasil e a inter-relação com o Estado, bem como os de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Falleto, feitos sob forte influência de Celso Furtado e da escola cepalina.

Vale destacar, ainda, nesse período, a ampliação dos estudos sobre a História de empresa nas universidades como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Campinas (UNICAMP), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), através de importantes trabalhos como os de José de Souza Martins, Maria Bárbara Levy e Eulália Lobo.

Dos anos 80 até os dias atuais crescem, progressivamente, as publicações a respeito de empresas e empresários oriundas das mais diversas formas de estudo, como o que diz respeito à atividade política do empresário efetuado por Eli Diniz. A maioria dessas publicações é decorrente de dissertações e teses defendidas em programas de pós-graduação das universidades, outras surgem a partir de pesquisas provenientes de outras instituições, ou até mesmo de iniciativas individuais.

Na historiografia brasileira existem, ainda, as edições oriundas de pesquisas de âmbito regional, como a de Oswaldo Truzzi, sobre o desenvolvimento econômico da região de São Carlos, de Maria Luiza Renaux Hering, sobre a colonização e indústria no vale do Itajaí, de Carlos José Espíndola, sobre a região produtora do oeste catarinense, todas provenientes de cursos de pós-graduação, além da organizada por Achyles Costa e Maria Cristina Passos sobre a indústria calçadista do Rio Grande do Sul.

Os setores bancário, de navegação e de comunicação também são pesquisados, haja visto a tese de doutorado de Carlos Gabriel Guimarães, na USP, sobre a Sociedade Bancária Mauá, MacGregor & Cia; a dissertação de mestrado de Tereza Cristina Novaes Marques, na UFRJ, sobre os bancos Boavista e Português do Brasil; a publicação de Fernando da Matta Machado, a respeito da Empresa Viação do Brasil e a navegação a vapor no Rio São Francisco; e o trabalho de Álvaro de Moya, sobre a TV Excelsior.

No Brasil, diversos outros trabalhos merecem destaque na história empresarial, como os de.Elizabeth Von der Weid e Ana Marta Rodrigues Bastos, sobre a Companhia América Fabril; de Gracilda Alves de Azevedo Silva, que descreve a onipresença da Fábrica Bangu em todas as atividades daquele bairro carioca; de Marieta de Morais Ferreira, sobre comissários de café do Rio de Janeiro; de João Luis Ribeiro Fragoso, a respeito da praça mercantil, também do Rio de Janeiro; e de Edgard Carone, que trata da importância na economia nacional do Centro Industrial do Rio de Janeiro29.

Sobre a trajetória de vida de empresários, além do trabalho de José de Souza Martin sobre Francisco Matarazzo, pode-se acrescentar os oriundos da dissertação de mestrado de Maria Cecília Homem, sobre a história do prédio Martinelli, em São Paulo, e a vida de Giuseppe Martinelli; de Carlos Heitor Cony e Sérgio Lamarão sobre Wolff Klabin; de Jacques Marcovitch, sobre a vida de oito empresários, dentre os quais Jorge Street e Roberto Simonsen; e de Jorge Caldeira sobre Mauá.

Depoimentos também são utilizados nas pesquisas a respeito de empresas e empresários, como exemplo, têm-se dois importantes trabalhos: o primeiro organizado por Cleber Aquino, que conta com a presença, dentre outros empresários, de Olacyr de Moraes, Matias Machline, Norberto Odebrecht, Paulo Villares, Jorge Gerdau, Henry Maksoud e Antonio Ermírio de Moraes e, o segundo, dois volumes organizados pela Associação Comercial de Chapecó em parceria com a Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNIOESC), que possui depoimentos de vinte empresários da região.

Importante, também, para o desenvolvimento da História de empresas no Brasil é o papel da Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE), criada em 1993 e que realiza, a cada dois anos, junto com o Congresso Brasileiro de Historia Econômica, a Conferencia Internacional de Historia de Empresas. Nos anais da Conferência são publicados trabalhos sobre o tema, tendo, inclusive, originado o livro organizado Tamás Szmrecsányi e Ricardo Maranhão30.

Para Freitas Filho, existem três tendências em relação à História de empresa no Brasil. Uma faz fronteira com a Sociologia, outra aborda o papel dos empresários e sua atuação através dos órgãos de classe e, a terceira, e a mais promissora, aborda a História de empresa propriamente dita, configurando o estudo de casos e a sua relação com o contexto sócio-econômico. Neste caso, procura desvendar as estratégias dos empresários, questionando e relativizando visões já consagradas pela historiografia em relação a temas como: as origens da indústria no Brasil; o papel dos empresários; e a ação do Estado no processo de industrialização do país.31

 

Conclusão

Portanto, é possível verificar, diante desse panorama historiográfico, a existência de um considerável avanço mundial dos estudos a respeito de empresas e de empresários. Especificamente no caso brasileiro, pode-se concluir que essa vertente de pesquisa vem tendo um crescimento importante, principalmente nos meios acadêmicos, e estão cada vez mais voltados para o entendimento das ações empresariais, dos modelos organizacionais, e das relações sociais.

Além disso, observa-se o deslocamento do campo de estudo da disciplina, deixando de pertencer a um segmento da história econômica e, gradativamente, passando para um campo próprio, sem deixar de interagir com outras disciplinas. Cabe ressaltar, ainda, a necessidade da preservação dos arquivos empresariais como fonte fundamental para as pesquisas desse campo de estudo.

Finalizando, a ampliação dos trabalhos a respeito da atuação dos empresários e da trajetória das organizações favorece aos empreendedores, que podem tomar decisões baseadas em situações anteriores e, também, aos estudantes, pois permite um melhor conhecimento das estratégias empresariais e como os fatores do meio ambiente influenciam no poder decisório.

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Notas

1 – Jean Baptiste-Say, publicou em 1803, na França, a importante obra “Tratado de economia política”.

2 – Max Weber escreveu sobre as companhias mercantis da Idade Média e a história agrária da Roma Antiga. Doutorou-se como uma tese sobre a história dos empórios medievais, em 1889 Em 1891, qualificou-se como professor universitário com uma tese sobre o significado da história agrária romana para o direito público e privado.

3 – Joseph Schumpeter escreveu, em 1908, a obra “A natureza e a essência da economia política” e, em 1912, o livro “Teoria do Desenvolvimento Econômico”.

4 – Jean Bouvier escreveu, na França, obras sobre instituições bancárias como Credit Lyonnais.

5 – PIERENKEMPER, Toni. Conceptos y desarrollo reciente de la Historia Empresarial em Alemania (1962-2002). In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003, p. 241.

6 – FREITAS FILHO Almir Pita. História Econômica e História de Empresa: algumas reflexões metodológicas. In: Ensaios FEE n.1 ano 10. Porto Alegre: FEE, 1989, p.170.FREITAS FILHO, op.cit., p. 170-171.

7 – MARTÍNEZ-ECHEVARRÍA Y ORTEGA, Miguel Alfonso. ¿Qué teorias de la empresa tienen sentido em la História empresarial? In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003, p.96.

8 – LEVY, Maria Bárbara. A Indústria do Rio de Janeiro através de suas Sociedades Anônimas. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 1994, p. 27.

9 – BIO, Sérgio Rodrigues. Sistemas de informação: um enfoque gerencial. São Paulo: Atlas, 1996, p.18.

10 – MARTÍNEZ-ECHEVARRÍA Y ORTEGA, Miguel Alfonso, op.cit., p. 98.

11 – DIVALL, Colin. Otro modo de escribir la historia empresarial: los museos industriales, tecnológicos y del transporte. In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003, p. 153.

12 – Para maiores informações sobre a História de Empresas nos Estados Unidos: Cf. SICILIA, David B. La historia empresarial em Estados Unidos: la situación de la disciplina. In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003.

13 – FREITAS FILHO, op.cit., p.169.

14 – CHANDLER JR, Alfred D. Strategy and structure: chapters in the history of the american industrial enterprise. Massachusetts: MIT Press, 1962.

15 – CHANDLER JR., Alfred Dupont. The visible hand: the managerial revolution in american business. Massachusetts: Harvard University Press, 1977.

16 – CHANDLER JR., Alfred Dupont. Scale and Scope: the dynamics of industrial capitalism. Massachusetts: Harvard University Press, 1994.

17 – Para maiores informações sobre a História de Empresas na Grã-Bretanha: Cf. GODLEY, Andrew. La historia empresarial em Gran Bretaña. In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003.

18 – LEVY, op.cit., p. 25-26.

19 – FREITAS FILHO, op.cit., p. 169.

20 – Para maiores informações sobre a História de Empresas na Alemanha: Cf. PIERENKEMPER, Toni., op. cit.

21 – Para maiores informações sobre a História de Empresas na França: Cf. CAILLUET, Ludovic. La Historia Empresarial em Francia: ¿una crisis de madurez? In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003.

22 – LEVY, op.cit., p.21

23 – Para maiores informações sobre a História de Empresas na Itália: Cf. SEGRETO, Luciano. Treinta añoa de historia empresarial em Itália: uma visión de conjunto. In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003.

24 – Para maiores informações sobre a História de Empresas na Espanha: Cf. CARREIRAS, Albert; TAFUNELL, Xavier; TORRES, Eugenio. La historia empresarial em España. In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003.

25 – Para maiores informações sobre a História de Empresas no Japão: Cf. KIKKAWA, Takeo. La historia empresarial em Japón. In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003.

26 – LEVY, op.cit., p. 27.

27 – Para maiores informações sobre a História de Empresas na América Latina: Cf.GUEVARA, Carlos Dávila Ladrón. La historia empresarial en América Latina. In: ERRO, Carmen. Historia empresarial: passado, presente y retos de futuro. Barcelona: Ariel, 2003.

28 – Além do Chile, a CEPAL promoveu, também, na época, estudos no Brasil e na Colômbia.

29 – LOBO, Eulália L. História empresarial. In: CARDOSO, Ciro Flamarion; VAINFAS, Ronaldo. Domínios da história: ensaios de teoria e metodologia. Rio de Janeiro: Campus, 1997, p.224-225; 230- 231.

30 – Cf. SZMRECSÁNYI, Tamás; MARANHÃO, Ricardo (orgs.). História de empresas e desenvolvimento econômico. São Paulo: Hucitec; Edusp; Imprensa Oficial – SP, 2002.

31 – FREITAS FILHO, op.cit., p. 173-174.

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