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UFF se destaca em avaliação da Capes com nove cursos de Pós-Graduação de nível internacional

Niterói, 22 de outubro de 2017.
Criada em 11 de julho de 1951, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal Nacional de Nível Superior (Capes) tem como objetivo expandir e consolidar os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) em todo o Brasil. A avaliação, realizada pela agência a cada quatro anos, é uma ferramenta para que a comunidade universitária mantenha um padrão de excelência acadêmica para os programas de pós-graduação e seu resultado serve como base para a formulação de políticas para a pós-graduação e para as ações de incentivo a bolsas de estudo, auxílios e apoio acadêmico.
Na escala de avaliação utilizada pela Capes, os cursos que recebem seis e sete – que contam com mestrado e doutorado – são considerados no mesmo nível de seus pares internacionais. Este ano, oito programas de pós-graduação da UFF receberam nota seis – Economia, Física, Geoquímica, Geografia, Computação, Comunicação, Estudos de Literatura e Química -, e o curso de História recebeu, mais uma vez, o conceito máximo, sete. Isso significa que a UFF conseguiu um desempenho superior à avaliação anterior, mesmo com o atual cenário brasileiro de austeridade, com cortes profundos no orçamento destinado à pesquisa e à pós-graduação.
Para o coordenador do Programa de Pós-graduação em Física (PPG-Física), Marcelo Sarandy, a pesquisa no país tem evoluído em seus aspectos quantitativos e qualitativos. Nesse contexto, é bastante relevante para os programas o destaque no cenário nacional, o que favorece a obtenção de recursos e o desenvolvimento contínuo da pesquisa na universidade. “Para o PPGF, esse conceito seis demonstra mais uma vez, a qualidade do nosso trabalho. Temos alto índice de produtividade em pesquisa, tanto de docentes quanto de discentes, espectro amplo de linhas de atuação e boa infraestrutura para as atividades acadêmicas”, afirma.
O diferencial do Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEO), segundo o seu coordenador, Marcio Piñon, é a produção intelectual qualificada, além de sua inserção internacional, em especial em países da América Latina e Europa, mas também da África, Sudeste Asiático e Austrália. Diversos docentes já participaram como professores visitantes em instituições estrangeiras e têm atuação em movimentos sociais em nível internacional. Além disso, já receberam estudantes de diversos países, especialmente latino-americanos. “Para o quadriênio em curso, esperamos adequar as nossas metas, otimizar os nossos esforços coletivamente e traçar estratégias, com o apoio da Proppi, para melhorar ainda mais os nossos resultados. Para isso, é fundamental que a Capes continue destinando recursos e bolsas em um nível satisfatório, capaz de atender à enorme demanda”, explica.
Segundo o coordenador do Programa de Pós-graduação em Estudo de Literatura (PPGEL), José Luis Jobim, a avaliação colocou o curso no patamar dos 13% melhores do país. No Estado do Rio de Janeiro, há apenas dois cursos com nota seis e nenhum com nota sete nas áreas de Linguística e Literatura. Para a ex-aluna do mestrado, Clarissa Marinho, o corpo docente é qualificado, engajado em atividades de extensão, colóquios, eventos e etc., e o programa é bastante organizado e articulado entre as linhas de pesquisa e projetos. “Concluí o mestrado em junho de 2016 e durante o período do curso executei minha pesquisa com uma orientação de excelência”, assegura.
Para a ex-coordenadora do Programa de Pós-graduação em História (PPGH), Ana Mauad, a nota sete na avaliação da Capes reafirma a excelência do PPGH como um coletivo de docentes, discentes e funcionários, e confirma a autonomia do programa na gestão dos recursos financeiros concedidos pela Capes. “A renovação da nota sete pela terceira vez sucessiva, nos projeta no cenário nacional e internacional com a certificação de excelência acadêmica. Atualmente, isso implica na confirmação das redes de pesquisa dentro e fora do país que, nos últimos anos, foram fomentadas, bem como na garantia aos nossos alunos e alunas do acesso a uma formação diferenciada na área de história”, conclui.
A ex-aluna do mestrado em história, Nathália Nicolau, afirma que o diferencial do PPGH é a sua ampla produção em diversos eixos da história, por trazer alunos de diversos lugares do país com temas de pesquisas variados, o que torna o intercâmbio de conhecimento mais rico. “Minha experiência com o programa foi impecável. Os professores foram solícitos em me ajudar, sanar dúvidas, dando suporte para minha pesquisa tomar forma. Consegui terminar no tempo planejado e tive ajuda financeira da Capes”, finaliza.
Texto adaptado de: http://www.uff.br/?q=noticias%2F10-10-2017%2Fuff-se-destaca-em-avaliacao-da-capes-com-nove-cursos-de-nivel-internacional

Uma semana de extensão

Niterói, 05 de setembro de 2016.

Conforme estabelecido na constituição de 1988 é papel da Universidade pública oferecer ensino, pesquisa e extensão. Além das atividades de sala de aula e de pesquisa, a Universidade Federal Fluminense (UFF) oferece, também, à comunidade acadêmica e à sociedade em geral projetos de extensão. Sendo assim, durante a semana de 29 de agosto a 02 de setembro de 2016, a coordenação do curso de Atuária da UFF, em parceira com os projetos de extensão “Ciências Atuariais: Ciclo de Eventos” (coordenadora: Maria de Lourdes dos Santos Antunes), “Conhecendo o curso de Atuária da UFF” (Carlos Campello) e “Saber em movimento” (Fábio Ferreira), organizou a semana de integração dos calouros.

Na segunda-feira, 28 de agosto, houve a recepção aos novos estudantes do curso de Atuária da UFF, o lançamento da nova logomarca e do vídeo do curso (desenvolvida em parceira com a equipe Desafio na Mídia, vinculada à PROEX-UFF) e o estabelecimento do prêmio Rio Nogueira, que contou com a presença da sra. Julieta Daiub, viúva do atuário que dá nome à premiação. A coordenação de Ciências Atuariais anunciou que os três alunos formandos com o maior coeficiente de rendimento nos dois períodos anteriores à entrega da premiação serão os contemplados. Como exemplo, no início do período letivo de 2017, os três maiores CRs dos formandos de 2016/1 e 2016/2 serão premiados.

 

Uma terça-feira de cinema e previdência

Na terça-feira, às 15h, teve início o primeiro cine-debate do “Saber em Movimento”, que contou com graduandos da Atuária, bem como de outros cursos da UFF. O filme exibido foi o documentário “SICKO: S.O.S. Saúde”, do diretor estadunidense Michael Moore. Como debatedores, o evento contou com os Profs. Drs. Carlos Campello, Edgard Coelho, Fábio Ferreira e Maria de Lourdes Antunes. A partir dos casos tratados pelo norte-americano, debateu-se, também, a realidade da saúde pública e dos planos de saúde do Brasil.

Mais tarde, às 19h, novo evento. “A previdência social e sua importância na vida do trabalhador brasileiro: benefícios previdenciários e as regras atuais” foi a palestra proferida pelo economista Marcus Vinícius Torres Vasconcelos (analista do Seguro Social e Chefe do Serviço de Benefícios da Gerência Executiva do INSS de Niterói). Dentre as várias questões abordadas, o palestrante tratou da história da previdência à explicação do fator previdenciário, passando pelo questionamento ao lugar comum em relação ao déficit da previdência, mostrando, por exemplo, que a rural é deficitária, ao passo que, em geral, a urbana, não apresenta déficit. Além disto, falou-se da importância da população aderir ao INSS, independente da facha etária, para ter-se direito aos benefícios que este oferece, alertou, ainda, ao público sobre a importância de verificar se a empresa em que se trabalha está a recolher o INSS e a possibilidade de brasileiros que atuaram no exterior se aposentarem no Brasil.

 

Quarta e quinta: PROEX e o terceiro Setor

A palestra do terceiro dia do evento foi “A importância da extensão no desenvolvimento do discente” proferida pelo Prof. Dr. André Augusto Pereira Brandão (UFF), que explicou sobre a função constitucional da universidade, perpassando pela história do ensino superior no Brasil para, em seguida, apresentar a Pró-Reitora de Extensão ao público presente.

“Controle e transparência na gestão de entidades do terceiro setor” foi a palestra proferida na quinta-feira pelo contador Luiz Francisco Peyon, conselheiro do CRC e autor do livro “Gestão Contábil para o Terceiro Setor”. A palestra abordou questões relativas ao terceiro setor como ambiente sociopolítico, áreas de atuação, formas de captação e geração de recursos financeiros e aspectos legais. O palestrante tratou também da importância do papel dos profissionais de contabilidade e atuária junto a esse segmento, com atuação em ações estratégicas, gestão e prestação de contas.

Sobre a relação entre o terceiro setor e o mercado de trabalho, Marcelo Machado (contador e discente do curso de Atuária da UFF) observa que “nos dias atuais, profissionais, gestores e tomadores de decisões são cada vez mais multidisciplinares. Sendo assim, torna-se imprescindível, também, a busca pelo conhecimento de áreas afins como Ciências Contábeis, Ciências Atuariais e Administração, que possuem características similares, porém com especificidades que, certamente, fornecerão a estes novos profissionais melhores condições para atuar em quaisquer dos setores da nossa economia”.

 

Sexta: microcrédito, microsseguro e ação social

A palestra da noite de encerramento, dentre os seus diversos aspectos, contou com o ineditismo de ser a primeira videoconferência realizada no curso de Ciências Atuariais, estabelecendo uma conexão Brasil x França: “O microcrédito como instrumento de ação social” foi a palestra proferida pela economista Yessica Abularach (mestre pela Université Toulousse II Jean Jaurès/Encarregada do projeto de desenvolvimento socioeconômico dos imigrantes da Association pour le Droit à l'Initiative Economique, ADIE).

De Toulousse para Niterói, Yessica Abularach apresentou aos alunos da UFF a ADIE, sua trajetória, o seu papel junto às populações menos favorecidas, seja na França, seja fora deste país, como, por exemplo, na Grécia, no Kosovo e na Tunísia. Além disto, fez um breve histórico sobre o microcrédito e o microsseguro, conceituou-os, abordou a diferença de aplicação destes nos países dos hemisférios sul e norte e analisou a necessidade das organizações entenderem o seu público-alvo para o sucesso de seus produtos, sempre dialogando os mencionados aspectos com o contexto da sociedade francesa.

Sobre a palestra, o aluno Felipe Marques, ingressante em 2016/2, observa que “o seguro foi, em muitos casos, uma ferramenta social utilizada para reestabelecer famílias que foram desestabilizadas financeiramente por perturbações alheias às suas vontades. Muitos são imigrantes que estão tentando recomeçar suas vidas na França. Então, a associação pega o dinheiro com o governo e repassa-o justamente às pessoas que não tem como obtê-lo”. Em seguida, o discente agrega que “nota-se que para dar certo foi necessário confiar e estar disposto a enfrentar os riscos dessa operação, pois oferecer crédito para pessoas em situação de vulnerabilidade social não dá garantias de pagamento. Superando expectativas, as pessoas que participaram do projeto envolveram-se de tal forma que a inadimplência foi baixa!”.

A palestra encerrou o evento que congregou a coordenação de Ciências Atuariais, o corpo discente e docente da UFF e os projetos de Extensão.

Plenário aprova proposta que regulamenta profissão de historiador

A Revista Tema Livre informa:


Niterói, terça-feira, 03 de março de 2015. 

"Plenário aprova proposta que regulamenta profissão de historiador
Os deputados aprovaram o substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público para o Projeto de Lei 4699/12, do Senado, que regulamenta a profissão de historiador e estabelece os requisitos para seu exercício. Devido às mudanças, a matéria retorna ao Senado."
Extraído de: Agência Câmara Notícias.

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/482614-PLENARIO-APROVA-PROPOSTA-QUE-REGULAMENTA-PROFISSAO-DE-HISTORIADOR.html 

Assim, neste dia, 03 de março d 2015, foi dado importante passo para a regulamentação da profissão de historiador. Ainda falta a aprovação do Senado e a sanção presidencial. 

Projeto referente à regulamentação da profissão de historiador entra na pauta de votação da Câmara

Niterói, segunda-feira, 02 de março de 2015. 

Via ANPUH: 

"PREZADOS(AS) ASSOCIADOS(AS) E AMIGOS(AS) DA ANPUH

O PROJETO DE LEI PARA REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE HISTORIADOR – O PL 4699/2012 – FOI INCLUÍDO NA PAUTA DE VOTAÇÕES DA CÂMARA DOS DEPUTADOS PARA A PRÓXIMA SEMANA. AS SESSÕES DEVEM OCORRER NOS DIAS 3, 4 E 5 DE MARÇO. É UM GRANDE PASSO NA DIREÇÃO DA CONQUISTA DO NOSSO OBJETIVO E RESULTADO DOS NOSSOS ESFORÇOS DE NEGOCIAÇÃO E MOBILIZAÇÃO. NO ANO PASSADO CONSEGUIMOS A APROVAÇÃO DO PROJETO EM DUAS COMISSÕES DA CÂMARA, AGORA, FALTA O PLENÁRIO. NO ENTANTO, NÃO CANTAMOS VITÓRIA ANTES DA HORA. É PRECISO GARANTIR QUE O PROJETO SEJA EFETIVAMENTE VOTADO, E QUE O RESULTADO FINAL SEJA A APROVAÇÃO. É HORA DE NOS MOBILIZARMOS PARA MOSTRAR AOS DEPUTADOS A IMPORTÂNCIA DO PL PARA OS HISTORIADORES. SOLICITAMOS ASSIM, MAIS UMA VEZ, A SUA PARTICIPAÇÃO E O SEU EMPENHO. ENVIEM MENSAGENS PARA OS DEPUTADOS MANIFESTANDO APOIO À APROVAÇÃO DO PL4699/2012 – REGULAMENTAÇÃO DA PROFISSÃO DE HISTORIADOR."

LISTA COM OS ENDEREÇOS ELETRÔNICOS DOS DEPUTADOS NO SÍTIO DA ANPUH: http://site.anpuh.org/index.php/component/k2/item/2665-urgente-o-pl-4699-entrou-na-pauta-de-votacoes-da-camara 

 

 

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Historiador José Murilo de Carvalho recebe título de Doutor Honoris Causa na Universidade de Coimbra.

Niterói, quarta-feira, 28 de janeiro de 2015.

Da Redação 


O historiador José Murilo de Carvalho na cerimônia em salão da Universidade de Coimbra.

 <center>Os historiadores José Murilo de Carvalho (UFRJ/ABL) e Fernando Catroga (UC) no início da cerimônia que conferiu ao brasileiro o título de Doutor Honoris Causa.</center>

 

O historiador José Murilo de Carvalho recebeu, hoje, 28 de janeiro de 2015, o título de doutor honoris causa em Letras na Universidade de Coimbra (UC). A cerimónia ocorreu na Sala dos Capelos, a partir das 10:00h (horário local). O novo doutor teve como apresentante o Prof. Dr. Carlos Reis (UC) e os elogios feitos pelos Prof. Dr. Fernando Catroga (UC/elogio do doutorando) e Prof. Dr. José Augusto Bernardes (UC/elogio do apresentante). Destaca-se que o evento marca a abertura da comemoração dos 725 anos da UC e, ainda, que amanhã, 29 de janeiro, José Murilo de Carvalho vai realizar na instituição lusa a conferência "a Universidade de Coimbra e a História do Brasil".

Intelectuais da UC a participarem da cerimônia.

Intelectuais da UC a participarem da cerimônia.

 

Um dos poucos intelectuais brasileiros que concilia cadeiras na Academia Brasileira de Letras e na Academia Brasileira de Ciências, José Murilo de Carvalho é, segundo o reitor da UC, provavelmente, o maior historiador brasileiro vivo, uma das razões para o pesquisador brasileiro ser laureado pela universidade portuguesa. Outro motivo é o vínculo da obra intitulada "A construção da ordem – teatro da sombra" com a UC. Neste trabalho, José Murilo de Carvalho apontou que os responsáveis pela independência do Brasil, bem como aqueles que seguiram na administração imperial, eram, na sua maioria, formados na UC, permitindo que os segmentos dominantes do Brasil tivessem um projeto semelhante para a nação que estava a formar-se. Evitava-se, então, que o Brasil se fragmentasse, como ocorria, concomitantemente, com os domínios de Madrid nas Américas.

José Murilo de Carvalho na "Sala dos Capelos", que concentrou boa parte do evento.

José Murilo de Carvalho na "Sala dos Capelos", que concentrou boa parte do evento.

 

José Murilo de Carvalho
Conhecido publicamente nos meios intelectuais brasileiros e estrangeiros, José Murilo de Carvalho foi, desde 1997, professor do Instituto de História (IH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sendo hoje professor emérito da referida autarquia. O historiador obteve seu mestrado e seu doutorado, respectivamente, em 1968 e 1975, em Standford, EUA. Também nesta instituição norte-americana, José Murilo de Carvalho realizou o seu primeiro pós-doutorado (1976-77). O segundo foi na Universidade de Londres (1977). Além disto, como professor visitante, o pesquisador passou por diversas universidades, como as de Leiden (Holanda), Oxford (Inglaterra), Irvine (California, EUA) e pela Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales (França).

José Murilo de Carvalho e José Pedro Paiva, diretor da Faculdade de Letras da UC.

José Murilo de Carvalho e José Pedro Paiva, diretor da Faculdade de Letras da UC.

 

Dentre os livros que escreveu individualmente, somados aos que organizou e participou com capítulos, vários deles tiveram edições no exterior ou reedições no Brasi, a totalizar, assim, esta soma, mais de 100 livros editados. Pode-se encontrar, portanto, ao menos parte da obra de José Murilo de Carvalho em outros idiomas que não sejam o português, como, por exemplo, o inglês, o francês e o espanhol.

Ao centro, José Murilo. À direita do historiador, o Prof. Dr. José Augusto Bernardes (reitor da UC) e, à esquerda, José Pedro Paiva (diretor da Faculdade de Letras)

Ao centro, José Murilo. À direita do historiador, o Prof. Dr. José Augusto Bernardes (reitor da UC) e, à esquerda, José Pedro Paiva (diretor da Faculdade de Letras)

 

Sobre os vários prêmios e títulos recebidos, o historiador ganhou, duas vezes, o Jabuti (1991 e 2008), principal prêmio literário do Brasil e, uma vez, o Casa de las Américas, em Cuba (2004), em virtude do livro "Cidadania no Brasil: o longo caminho". Recebeu, ainda, o título de pesquisador emérito do CNPq (2008) e foi classificado pelos jornais "O Globo" (2006) e "Jornal do Brasil" (1989), respectivamente, como um dos "100 brasileiros geniais" e "Homem de Idéias". Ao seu vasto currículo, José Murilo de Carvalho agrega duas comendas: medalha de Oficial e Comendador da Ordem de Rio Branco, do Itamarati (1989), e a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, dado pela presidência da República (1998).

 


Acervo Tema Livre 

Para reler entrevista do Prof. Dr. José Murilo de Carvalho concedida à Revista Tema Livre, clique aqui.
  

Para rever a posse do historiador José Murilo de Carvalho na ABL, clique na foto abaixo.

 

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Morre o historiador Nicolau Sevcenko

Niterói, 13 de agosto de 2014. 

Descendente de ucranianos que chegaram ao Brasil fugidos da Revolução Russa, Nicolau Sevcenko nasceu,em 1952, em São Vicente, no Estado de São Paulo. Ao longo de sua trajetória, o historiador passou instituições nacionais e internacionais, como Havard, nos EUA, e o King's College da Universidade de Londres, no Reino unido, por exemplo.

Ao longo de sua trajetória acadêmica, o pesquisador introduziu no Brasil estudos concernentes à História Cultural e dedicou pesquisas a grandes metrópoles, como Rio de Janeiro e São Paulo.

No final da noite de hoje foi confirmado o falecimento do Prof. Dr. Nicolau Sevcenko, em São Paulo, aos 61 anos. Provavelmente, o pesquisador foi vítima de um infarto. Casado, o historiador não deixa filhos. 

Veja o historiador em programa da TV Cultura: www.youtube.com/watch?v=CxFaHUusv5g

 

Mais sobre Sevcenko 

Livre-docência (1992)

Universidade de São Paulo, USP, Brasil. 

Título: orfeu extático na Metrópole: São Paulo nos frementes anos 20. 

 

Pós-Doutorado (1986 – 1990)

University of London. 

 

Professor/pesquisador da USP desde 1985. 

 

Doutorado em História Social: USP (1976 – 1981)  

Título da tese: Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República 

 

Graduação em História: USP (1972 – 1975) 

 

Principais obras: 

 

A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. São Paulo: CosacNaify, 2010.

Literatura como Missão: tensões sociais e criação cultural na Primeira República. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. 

A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. 

Pindorama revisitada: cultura e sociedade em tempos de virada. São Paulo: Editora Fundação Peirópolis, 2000. 

História da Vida Privada no Brasil: da Belle èpoque à era do rádio. São Paulo: Companhia das Letras, 1998. 

Arte Moderna: os desencontros de dois continentes. São Paulo: Memorial da América Latina, 1995. 

Orfeu Extático na Metrópole: São Paulo nos frementes anos 20. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.

Primeira Pagina – Folha de Sao Paulo, 1925-1985.. São Paulo: Folha de São Paulo, 1985. 

 

 

 

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Uma outra Carlota: evento realizado na Biblioteca Nacional apresenta novo perfil de Carlota Joaquina, fruto de recentes pesquisas desenvolvidas no âmbito das universidades brasileiras.

Niterói, 19 de setembro de 2013. 

 


A Biblioteca Nacional teve como convidados, na última terça-feira (17) , para o ciclo de debates "Biblioteca Fazendo História", os historiadores Francisca Azevedo (UFRJ) e Fábio Ferreira (UFF). O evento ocorreu no auditório Machado de Assis e teve como tema "Carlota Joaquina e as conspirações na corte". O debate, mediado por Marcello Scarrone, durou quase duas horas e foi transmitido, ao vivo, através do Instituto Embratel. 

 

À esquerda, a Prof.ª Dr.ª Francisca Azevedo (UFRJ). À direita, o Prof. Dr. Fábio Ferreira (UFF). Ao centro, Marcello Scarrone, mediador do debate.

À esquerda, a Prof.ª Dr.ª Francisca Azevedo (UFRJ). À direita, o Prof. Dr. Fábio Ferreira (UFF). Ao centro, Marcello Scarrone, mediador do debate.


Na ocasião, a Prof.ª Dr.ª Francisca Azevedo mostrou ao público o porquê do tratamento caricaturarizado de Carlota Joaquina. A historiadora apontou que este perfil deve-se, basicamente, a dois fatores. O primeiro, a questões de gênero, pois os contemporâneos da princesa do Brasil e da Rainha de Portugal realizaram relatos depreciativos pelo fato da personagem não enquadrar-se no papel que esperava-se de uma mulher da época. Carlota intervinha em situações e arranjos políticos reservados aos homens. Era decidida e afrontava-os. "Um dos relatos é o de madame Junot, extremamente preconceituoso em relação às sociedades ibéricas e, assim, ela foi implacável com Dona Carlota. Ela queria que Carlota fosse tal qual uma aristocrata francesa" contou Francisca Azevedo aos participantes do debate e complementou "Oliveira Lima, um dos maiores escritores sobre o período joanino, absorveu as ideias de madame Junot para reconstituir a imagem de Carlota Joaquina." 


Outra razão mencionada por Francisca Azevedo foi a historiografia liberal e a republicana. Inicialmente, Carlota Joaquina tinha a simpatia dos liberais de Portugal, pois sempre desejou abandonar o Brasil e retornar à península ibérica. No entanto, uma vez de volta à Europa, frente ao controle que os liberais tinham de Portugal, a Rainha consorte indispôs-se com este grupo político. Rejeitou assinar a carta constitucional, bem como, posteriormente, apoiou as pretensões absolutistas de D. Miguel. Além de não emoldurar-se no papel social dado às mulheres da época, Carlota Joaquina mostrava-se favorável ao absolutismo. Quando intelectuais liberais debruçaram-se para escrever suas versões da História de Portugal e do Brasil trataram Carlota Joaquina depreciativamente. 

 

No evento, Francisca Azevedo analisou o cartaz do filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” (Brasil, 1995), de Carla Camurati. Segundo a historiadora, a imagem reflete o imaginário popular sobre a personagem: luxuria e arrogância.

No evento, Francisca Azevedo analisou o cartaz do filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” (Brasil, 1995), de Carla Camurati. Segundo a historiadora, a imagem reflete o imaginário popular sobre a personagem: luxuria e arrogância.

 

Em sua fala, o Prof. Dr. Fábio Ferreira apontou as pretensões de Carlota Joaquina de assumir a regência da Espanha, uma vez que seus familiares estavam aprisionados na França por Napoleão Bonaparte. Narrou que Carlota Joaquina articulou com importantes lideranças políticas da Península e das Américas, a mencionar o portenho Manuel Belgrano como um dos exemplos. Fabio Ferreira mostrou que frente aos benefícios que o Rio de Janeiro recebeu com a presença de D. João, cidades como a do México e Buenos Aires tentaram levar Carlota Joaquina para comandar o Império espanhol a partir dos seus respectivos territórios. O historiador mostrou o perfil de articuladora política da esposa de D. João, bem como dados empíricos que mostram que Carlota destoava das mulheres de então. 


O pesquisador ainda levou ao público que, por diversos momentos, Carlota Joaquina quase alcançou o poder político. Primeiramente, pelos diversos abortos de sua mãe, que não dava descendência varonil à casa de Bourbon havia a expectativa de Carlota Joaquina ser, futuramente, a rainha da Espanha. Porém, quando Carlota tinha praticamente 10 anos, nasceu o primeiro varão dos Bourbon, o futuro Fernando VII, malogrando a possibilidade da então infanta espanhola de vir a chegar ao trono. Prosseguindo, o historiador Fábio Ferreira contou que, por pouco, na conspiração do Alfeite (1806), Carlota Joaquina não tornou-se regente de Portugal, no lugar de D. João. Também, por um triz, na ocasião do aprisionamento de sua família de origem, Carlota Joaquina não foi regente da Espanha. Por fim, por bem pouco, o projeto carlotista não vingou no Prata. Em tom de brincadeira, Fábio verbalizou que "Me dá a impressão que Carlota era azarada! Inúmeras vezes ela flerta com o poder político, quase o alcança, mas, por diversas circunstâncias, ela nunca o alcança." 

 

"A Espanha revogou a lei sálica (que impedia que mulheres chegassem ao tronol) em função de Carlota Joaquina, para que existisse a possibilidade dela vir a torna-se, futuramente, rainha espanhola. Mas, com o nascimento de seu irmão Fernando (1784), anulava-se, ao menos neste momento, a possibilidade de Carlota Joaquina governar a Espanha." disse o historiador Fábio Ferreira.

 

Uma questão levantada pelo público presente foi relativa à possibilidade de Carlota Joaquina ter tido vários amantes. "Se a D. Carlota teve ou não teve, não posso dizer! Pesquisei em arquivos do Brasil, da Argentina e da Espanha e não encontrei documentos que comprovem. Se ela tinha, ela fez tudo muito bem feito, de maneira que não deixasse provas!" disse Francisca Azevedo. Por outro lado, o historiador Fábio Ferreira expôs que "Praticamente ninguém se lembra que D. João chegou a ter uma filha com uma de suas amantes". 


Em tom de um leve bate-papo e em função de recentes pesquisas científicas desenvolvidas no âmbito das universidades brasileiras, o evento trouxe ao público uma Carlota Joaquina diferente da representada por séculos, seja por boa parte da historiografia em língua portuguesa, seja por parte de produções que alcançaram a TV e o cinema brasileiros, que acabaram por enveredar pela abordagem do personagem histórico pelo viés caricatural e depreciativo. Os historiadores Fábio Ferreira e Francisca Azevedo foram categóricos ao afirmar que a Carlota Joaquina que emerge das pesquisas acadêmicas é muito mais interessante e complexa do que a caricatura que é conhecida pela maioria da população. 

 


Representações de Carlota Joaquina nas telas da TV e do cinema nos últimos 30 anos. 

 

A Marquesa de Santos (Rede Manchete, 1984)

 

Personagem forte para uma grande atriz: Bibi Ferreira interpreta Carlota Joaquina na minissérie baseada no livro de Paulo Setúbal e adaptada por Carlos Heitor Cony e Wilson Aguiar Filho.

Personagem forte para uma grande atriz: Bibi Ferreira interpreta Carlota Joaquina na minissérie baseada no livro de Paulo Setúbal e adaptada por Carlos Heitor Cony e Wilson Aguiar Filho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dona Beija (Rede Manchete, 1986) 

 

Carlota Joaquina (Xuxa Lopes): austera e sensual na trama baseada no romance do mineiro Agripa Vasconcelos e adaptada para a TV por Wilson Aguiar Filho com dire&ccedil;&atilde;o de Herval Rossano e David Grinberg.

Agripa Vasconcelos e adaptada para a TV por Wilson Aguiar Filho com direção de Herval Rossano e David Grinberg.

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Carlota Joaquina, princesa do Brasil (Brasil, 1995)

 

Na sátira cinematográfica de Carla Camurati é a vez de Marieta Severo interpretar Carlota Joaquina.

Na sátira cinematográfica de Carla Camurati é a vez de Marieta Severo interpretar Carlota Joaquina.


 

 

 

O Quinto dos Infernos (Rede Globo, 2002) 

 

Carlota Joaquina volta &agrave;s telas em mais uma com&eacute;dia com tons caricaturais. Desta vez, Betty Lago &eacute; quem d&aacute; vida &agrave; princesa do Brasil. A miniss&eacute;rie foi escrita por escrita por Carlos Lombardi, Margareth Boury e Tiago Santiago, com dire&ccedil;&atilde;o geral de Wolf Maya.

A minissérie foi escrita por escrita por Carlos Lombardi, Margareth Boury e Tiago Santiago, com direção geral de Wolf Maya.

 

Para saber mais sobre Carlota Joaquina no acervo da Revista Tema Livre: 

Entrevista com a Prof.ª Dr.ª Francisca Azevedo 

– Artigo do historiador Fábio Ferreira sobre Carlota Joaquina e o Prata:
"A Presença Luso-brasileira na Região do Rio da Prata: 1808-1822" 

Lançamento do livro "Carlota Joaquina na corte do Brasil" 

Exposição sobre os 200 anos da chegada da corte ao Brasil: "Um Novo Mundo, Um Novo Império: A Corte Portuguesa no Brasil" 

– Veja fotos do Palácio de Queluz, onde Carlota Joaquina passou parte de sua vida em Portugal. 

Paço Imperial: matéria sobre o centro político do Império português no período joanino 

 

 

 

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História de luto: faleceu, na tarde de hoje, o historiador Ciro Flamarion Cardoso

Niterói, 29 de junho de 2013

Na tarde deste sábado, 29 de junho, faleceu, aos 70 anos, um dos maiores historiadores brasileiros, o Prof. Dr. Ciro Flamarion Cardoso, Titular de História Antiga e Medieval do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF). 

Ciro nasceu em Goiânia, em 1942. Graduou-se em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1965, e doutorou-se na mesma área na Université de Paris X, Nanterre, em 1971. Realizou seu Pós-Doutorado na New York University, em 1984. 

Além disto, ao longo de sua trajetória, acumulou prêmios, publicou/organizou mais de 40 livros, formou doutores e foi professor da UFRJ, da PUC-Rio e de instituições na França e no México. À trajetória de Ciro agrega-se o desenvolvimento de pesquisas concernentes à Metodologia de Pesquisa Científica, à ocupação joanina da Guiana Francesa, à escravidão na América e ao Egito Antigo, tema ao qual dedicava-se nos últimos anos. 

O velório de Ciro será no domingo, 30 de junho, das 10 às 14h na capela 1 do Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. 

 

 

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Perde-se Jacob Gorender

Niterói, 12 de junho de 2013

O historiador marxista Jacob Gorender.

O historiador marxista Jacob Gorender (1923 – 2013).

Faleceu, nesta terça, 11 de junho, o historiador Jacob Gorender, em função de um quadro infeccioso que o levou, à internação, há um mês. O intelectual marxista, nascido em Salvador, em 1923, era filho de imigrantes judeus ucranianos e contribuiu com a historiografia brasileira com diversos trabalhos, dos quais se destacam "O Escravismo Colonial", de 1978, "A burguesia brasileira", de 1981 e o "Combate nas Trevas", de 1987. 

Na década de 1940, Gorender era universitário em Salvador, interrompendo seus estudos para lutar na Segunda Guerra Mundial, integrando as forças da FEB. Na década seguinte, mudou-se, primeiramente, para o Rio de Janeiro, onde atuou em jornais de esquerda e, depois, para São Paulo. Integrou o PCB e, em 1967, foi um dos fundadores do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). 

Durante o regime militar esteve preso e foi torturado e, nestas circunstâncias conheceu Dilma Rousseff. "Nós nos conhecemos presos no Dops, em São Paulo. Ele estava convalescente de torturas e foi conselheiro importante em um momento crucial na minha vida" declarou a presidente. 

O velório do intelectual será realizado a partir das 8h no Cemitério Israelita do Butantã, onde ocorrerá, às 10h, o sepultamento. 

Leia entrevista que o historiador concedeu ao Portal Imprensa em abril de 2006:
http://portalimprensa.uol.com.br/imagens_site/chamadas/20130611_jacobgorender.pdf 

Leia a nota de pesar da presidente Dilma Rousseff:
http://www2.planalto.gov.br/imprensa/notas-oficiais/nota-de-pesar-da-presidenta-dilma-rousseff-pelo-falecimento-de-jacob-gorender 

 

 

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O juiz William Douglas torna-se membro da Academia Niteroiense de Letras


Niterói, 24 de abril de 2013

 

William Douglas: cadeira nº 40 da Academia Niteroiense de Letras.

William Douglas: cadeira nº 40 da Academia Niteroiense de Letras.

 

Tomou posse hoje, 24 de abril de 2013, na Academia Niteroiense de Letras (ANL), o juiz federal, professor universitário, pastor evangélico e escritor, William Douglas. O intelectual fluminense passou a ocupar a cadeira nº 40, que tem como patrono o advogado, jornalista e político paulista Alfredo Gustavo Pujol. O evento ocorreu no final da tarde no auditório nobre da OAB/Niterói.
Ex-aluno da UFF (Universidade Federal Fluminense), resumidamente, pode-se expor que William Douglas foi o 1° colocado nos concursos para juiz, defensor público e delegado de Polícia/RJ, autor de diversos livros de sucesso e da tese “Manutenção do Valor Real do Benefício Previdenciário” – indicamos, ainda, o blog do novo membro da ANL, onde é possível realizar download de material: http://www.blogwilliamdouglas.blogspot.com.br

Abaixo, parte do discurso de William Douglas.
A Academia tem por fim, segundo os seus estatutos, a “cultura da língua nacional”, sendo composta por membros efetivos e perpétuos, conhecidos como “imortais”, À semelhança da Academia francesa, o cargo de “imortal” é vitalício, o que é expresso pelo lema “Ad immortalitem”, e a sucessão dá-se apenas pela morte do ocupante da cadeira. Como diz texto da ALCEAR Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas “a Academia pretende resguardar e manter o brilho das Letras, que jamais se poderá apagar; a verdade das Ciências, que identifica soluções para as indagações e angústias da Humanidade; e a beleza das Artes, eternizada desde o momento da Criação, quando Deus ordenou: Faça-se a Luz! É nessa tríade universal que a inteligência, a criatividade e o conhecimento do Homem se fazem imortais.”

 

 

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Prof. Dr. Manolo Garcia Florentino é nomeado presidente da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)

Niterói, 27 de fevereiro de 2013

Manolo Garcia Florentino, docente e pesquisador do Instituto de História (IH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em História Social (PPGHIS) desta instituição, teve publicada ontem, no "Diário Oficial da União", sua nomeação para a presidência da FCRB. Manolo assume o cargo em substituição a Helio Portocarrero, que o ocupava, interinamente, desde que o Prof. Dr. Wanderley Guilherme dos Santos, cientista político, pediu sua exoneração, no dia 30 do mês passado. 

 

O Prof. Dr. Manolo Garcia Florentino, historiador da UFRJ.

O Prof. Dr. Manolo Garcia Florentino, historiador da UFRJ.

 

A partir de agora, Manolo dirige a Fundação, que é ligada ao Ministério da Cultura. A FCRB é polo de referência nacional no campo da preservação da memória e da produção do conhecimento, além de ser lócus de reflexão e debate da cultura brasileira. 

 

Parte da construção da Casa de Rui Barbosa, situada em Botafogo, no Rio.

 Prédio histórico: foto de parte da fachada da Casa de Rui Barbosa, situada em Botafogo, no Rio.

 

 

O novo presidente da FCRB é dono de um currículo notório. Dentre suas diversas realizações no campo da História, Manolo Florentino é autor de clássicos da historiografia brasileira, como, por exemplo, "Em Costas Negras: Uma História do Tráfico entre A África e o Rio de Janeiro, Séculos XVII e XIX" e "O Arcaismo Como Projeto", sendo que, neste último, Manolo divide a autoria com o Prof. Dr. João Fragoso, também do IH/UFRJ. Em 2009, Manolo recebeu da Presidência da República (Ministério da Ciência e Tecnologia) a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico. À função de pesquisador, Manolo também acumula experiência administrativa, pois foi, de 2006 a 2010, coordenador do PPGHIS. 

 

Fundação Casa de Rui Barbosa 
Rua São Clemente 134, Botafogo, Rio de Janeiro
Telefone 55.21.3289-4600 

 

 

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Aprovado projeto que regulamenta profissão de historiador

Brasília, 07 de novembro de 2012 
Por Patrícia Oliveira 

Joaquim Nabuco: dentre várias atividades intelectuais, o pernambucano exerceu a de historiador. No dia do seu nascimento, 19 de agosto, comemora-se o Dia do Historiador.

Joaquim Nabuco: dentre várias atividades intelectuais, o pernambucano exerceu a de historiador. No dia do seu nascimento, 19 de agosto, comemora-se o Dia do Historiador.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projeto que regulamenta a profissão de historiador. O PLS 368/09, do senador Paulo Paim (PT-RS), estabelece que o exercício é privativo dos diplomados em cursos de graduação, mestrado ou doutorado em História. Os historiadores poderão atuar como professores de História nos ensinos básico e superior; em planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica; e no assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação. 

Aprovado nas comissões de Assuntos Sociais (CAS); de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ); e de Educação, Cultura e Esporte (CE), o projeto recebeu emenda, em Plenário, do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que retirou do texto original a referência aos locais onde o trabalho do historiador poderia ser desempenhado. 

Discussão Assim como Pedro Taques (PDT-MT), o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) votou contra o projeto. Ele considerou "um profundo equívoco" dar exclusividade em atividades de ensino e pesquisa, seja em graduação ou pós-graduação, apenas para quem tem formação em História. Na opinião do parlamentar, a situação cria "absurdos" como impedir que economistas, sociólogos, diplomatas ou outros profissionais qualificados ministrem a disciplina, havendo o risco de "engessar" o ensino da História. 

" [A História] É a investigação sobre a evolução das sociedades humanas que tem que ser vista sob os mais diferentes prismas. História é política. História é vida. História é pluralismo. Não pode ser objeto de um carimbo profissional " argumentou. Aloysio Nunes ainda condenou o que chamou de "reserva de mercado" dos profissionais com curso superior em História e a formação de uma "República Corporativa do Brasil", onde cada profissão exige "seu nicho de atividade exclusiva em prejuízo da universalidade do conhecimento". 

Capacitação Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu o projeto ao ler relatório do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), aprovado na CCJ, em que este declara que "a omissão do legislador pode permitir que pessoas inabilitadas no exercício profissional coloque em risco valores, objetos ou pessoas." 

O texto ressalta ainda a relevância do papel do historiador na sociedade, com "impactos culturais e educativos" capazes de ensejar "a presença de normas regulamentadoras" da profissão. E conclui que não pode permitir que o campo de atividade desses profissionais seja ocupado por pessoas de outras áreas, muitas delas regulamentadas, mas sem a capacitação necessária para exercer o trabalho. 

A matéria segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado 

Extraído de: http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/11/07/aprovado-projeto-que-regulamenta-profissao-de-historiador

 

 

 

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Historiadora vira nome de rua no Rio de Janeiro

Niterói, 14 de julho de 2011 

Eulália Maria Lahmeyer Lobo (Rio de Janeiro, 1924 - Rio de Janeiro, 31 de maio de 2011): primeira mulher a doutorar-se em História no país foi professora da UFF e da UFRJ.

Eulália Maria Lahmeyer Lobo (Rio de Janeiro, 1924 – Rio de Janeiro, 31 de maio de 2011): primeira mulher a doutorar-se em História no país foi professora da UFF e da UFRJ.

Da Redação 

Por decreto da prefeitura do Rio de Janeiro, sancionado no último dia 11, a historiadora Eulália Maria Lahmeyer Lobo tornou-se nome de rua na cidade maravilhosa. A homenagem à historiadora carioca, que faleceu no último dia 01 de junho no Rio, recaiu na antiga Rua 63 no bairro de Pedra de Guaratiba, na Zona Oeste. 

Pioneirismo e perseguição política 

Eulália Lobo foi a primeira mulher a defender uma Tese de Doutorado em História do Brasil. Além disto, no período do regime militar, a historiadora foi aposentada compulsoriamente, sendo, assim, desligada do IFCS [à época, unidade da UFRJ referente aos cursos de História, Filosofia e Ciências Sociais] e até mesmo presa por um curto período. 

Com a Anistia, Eulália Lobo foi trabalhar na UFF, alcançando, posteriormente, nesta instituição e na UFRJ, a condição de professora emérita. 

 

 

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Hoje, 23 de abril, “Dia Mundial do Livro”, a Revista Tema Livre completa 9 anos no ar.

Niterói, 23 de abril de 2011 

 

Da Redação 

Ao longo desta jornada, a Revista Tema Livre publicou artigos de historiadores e realizou entrevistas com vários dos consagrados profissionais brasileiros e estrangeiros; realizou matérias e entrevistas no Brasil e no exterior; noticiou em primeira mão acontecimentos relacionados à regulamentação da profissão do historiador; contribuiu para a divulgação da História, bem como para a difusão cultural e artística. Assim, Tema Livre completa 9 dos seus muitos anos que tem pela frente. 
Revista Tema Livre – publico qualificado, qualidade em primeiro lugar. 
www.revistatemalivre.com 

 

 

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Incêndio no Palácio Universitário da UFRJ (Campus Praia Vermelha)

Niterói, 28 de março de 2011 

Da Redação 

Parte do Palácio Universitário da UFRJ, prédio situado na Urca, zona sul do Rio e tombado pelo IPHAN em 1972, ardeu na tarde de hoje. O incêndio teria se iniciado, por volta das 14hs, na capela, que estava em restauração e foi totalmente perdida. 

Para combater o incêndio, foram enviados bombeiros dos batalhões de Copacabana, Catete e Humaitá. Acredita-se que não existam vítimas. 

Atualmente, neste campus, funcionam a Editora da UFRJ, o Fórum de Ciência e Cultura, além dos cursos de educação, comunicação social, economia, administração e ciências contábeis. Os espaços ocupados por comunicação e economia não foram atingidos. 

Por fim, o prédio em estilo neoclássico é datado de meados do século XIX, tendo sido um hospício que levava o nome do então imperador, Pedro II. Aproximadamente cem anos depois, quando o hospício foi transferido para Jacarepaguá, o prédio foi reformado e doado à então Universidade do Brasil, mais tarde renomeada UFRJ.

 

Veja vídeos do incêndio:

 

Vídeo 01

https://youtu.be/OhTCNXw-4D0

 

Vídeo 02

https://youtu.be/f9u0Z3EU2zY

 

 

 

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Profissão historiador: a caminho da regulamentação

Niterói, 02 de março de 2011

 

Da Redação

Após terem o seu dia estabelecido no ano passado – 19 de agosto -, conforme noticiado pela Revista Tema Livre, hoje, 2 de março, os historiadores obtiveram importante vitória: A CCJ (Comissão de Constituição Justiça e Cidadania) aprovou o projeto de regulamentação da profissão, de autoria do senador Paulo Paim, do PT gaúcho.

Entretanto, a aprovação de hoje não significa que a profissão já esteja regulamentada. Ainda falta passar por duas comissões, em que ocorrerão novas votações: a Comissão de Educação (CE) e, depois, a de Assuntos Sociais (CAS). Depois, o projeto irá para a Câmara.

É esperar para ver, inclusive se tal aprovação virá ou não a ocorrer neste ano. Quem sabe a boa notícia não virá durante as comemorações dos 50 anos da Associação de Historiadores. Provavelmente, melhor presente não haveria para a classe!

 

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Destruição do patrimônio histórico: um problema que acontece em cada cidade do país

Niterói, 22 de novembro de 2010

Da Redação

 

O Clube IPC na d&eacute;cada de 1950. Foto extra&iacute;da de: http://fotolog.terra.com.br/lembrancas_de_niteroi:93

O Clube IPC na década de 1950. Foto extraída de: http://fotolog.terra.com.br/lembrancas_de_niteroi:93

 

 

Hoje, 22 de novembro, é feriado em Niterói, cidade onde a Revista Tema Livre foi criada em 2002 e tem sua sede. Esta data é entendida como a da fundação deste município do Grande Rio. Poder-se-ia, como os demais veículos de comunicação fazem repetitivamente todo ano, contar a história da cidade ou mostrar suas inúmeras maravilhas. Belezas da antiga capital fluminense – não todas – já foram mostradas nas primeiras edições de Tema Livre, no início da década de 2000 (Para os que desejarem rever, seguem os links: www.revistatemalivre.com/crep1p.html e www.revistatemalivre.com/crep2p.html.)

 

Foto da Praia de Icaraí e do bairro de mesmo nome em 1951. Extraído de: www.historiadocinemabrasileiro.com.br/cinema-icarai-niteroi-rj/

Foto da Praia de Icaraí e do bairro de mesmo nome em 1951. Extraído de: www.historiadocinemabrasileiro.com.br/cinema-icarai-niteroi-rj/

 

Mais do que as repetidas homenagens, a cidade merece que se chame a atenção para a destruição do seu patrimônio histórico, problema enfrentado por outras cidades do país, adversidade que empobrece a história e o turismo dos municípios, bem como priva as gerações futuras de conhecerem o patrimônio material da cidade onde virão a viver. Tudo em nome da especulação imobiliária, que acaba por trazer uma série de problemas, promovendo o caos urbano.

 

Foto de Icara&iacute;, bairro mais populoso de Niter&oacute;i e com maior densidade demogr&aacute;fica da cidade, tem &aacute;rea de aproximadamente 2km&sup2;. Extra&iacute;do de http://pt.wikipedia.org/wiki/Icara&iacute;

Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Icaraí

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Neste 437º aniversário, em que concomitantemente às celebrações da cidade de quase 500.000 habitantes, de área de 129,375km², e com o melhor IDH do estado e terceiro do Brasil, é relevante lembrar, dentre os muitos já destruídos, de dois marcos históricos e arquitetônicos da cidade que sofrem com os tempos de grande especulação imobiliária nas grandes áreas urbanas brasileiras: O impasse do cinema Icaraí, na praia de mesmo nome, logo situado em um dos pontos mais valorizados da cidade, e que está fechado desde 2005, a deteriorar-se, sendo que especulou-se, inclusive, sua destruição para a construção de um espigão.

 

Foto do Cinema Icaraí em 1946. Extraído de: www.historiadocinemabrasileiro.com.br/cinema-icarai-niteroi-rj/

Foto do Cinema Icaraí em 1946. Extraído de: www.historiadocinemabrasileiro.com.br/cinema-icarai-niteroi-rj/

 

O imóvel foi “destombado” parcialmente em 2006 pela Câmara dos Vereadores, mesmo não havendo unanimidade na questão. Em suma: Planejava-se manter a fachada e construía-se um prédio de 14 andares. Ignorava-se, então, que o cinema era um dos últimos em estilo Art Déco em Niterói. Outro prédio é o da Reitoria da UFF, antigo Cassino Icaraí, a uma quadra do antigo cinema. Porém, pela pressão popular, o cinema não foi destruído, mas ainda seria propriedade de uma construtora que espera o desfecho da questão.

 

Foto do já inexistente Clube IPC, marco da arquitetura moderna em Niterói. Acervo Tema Livre.

Foto do já inexistente Clube IPC, marco da arquitetura moderna em Niterói. Acervo Tema Livre.

 

O outro caso é o do clube IPC (Icaraí Praia Clube), construção que dista poucos metros do antigo cinema, logo também situado em área nobre e, igualmente, está de frente para o mar. Em função do alto número de sócios inadimplentes e da crise financeira da agremiação, esta encerrou suas atividades em 2009. Seu prédio foi passado para uma grande construtora em um negócio que ultrapassou os R$ 35 milhões, porém, sem o alarde do cinema Icaraí. Posicionaram-se contra 60 sócios e uma inquilina, que dava aulas de balé no clube há 54 anos, e que chegara a investir financeiramente em seu espaço dentro do IPC. O caso foi parar na justiça, mas isto não impediu que no local venha a ser construído um prédio de alto luxo, com 52 unidades, de três e quatro quartos, que chegam a ter 4 vagas de garagem, e que tem a alcunha de ser “o mais exclusivo da Praia de Icaraí”. As raras unidades que ainda restam para venda estão entre aproximadamente R$ 1.200.000,00 e R$ 1.500.000,00. Uma das coberturas tem mais de 500m².

 

Marco arquitet&ocirc;nico moderno em fase pr&eacute;via &agrave; sua destrui&ccedil;&atilde;o. Acervo Tema Livre.

Acervo Tema Livre.


Para dar lugar a tamanho luxo e beleza, neste fim de semana prolongado para os niteroienses e de comemorações na cidade, ignora-se completamente a demolição do tradicional IPC, sendo que este era um significativo exemplar da arquitetura moderna em Niterói, com suas curvas e pilastras, basicamente sem ornamentos, como tal estilo arquitetônico pede.

 

Detalhe que mostra os traços do modernismo na construção niteroiense. Acervo Tema Livre.

Detalhe que mostra os traços do modernismo na construção niteroiense. Acervo Tema Livre.

 

Tentativa de cerceamento do registro histórico e da memória afetiva: Problema que atinge a população em geral e o ofício de historiadores, jornalistas, fotógrafos e tantos outros profissionais.


O mais curioso no caso IPC, ao menos em relação à Revista Tema Livre, foi que durante sua destruição, fotógrafo da publicação foi fazer registro histórico do fim deste marco moderno da cidade e gerou profundo incomodo em indivíduo que aparentava ser responsável pela obra (Não pode-se afirmar, pois o mesmo não encontrava-se sequer devidamente identificado, com crachá), mas vestia calça jeans e camisa social parda. Talvez fosse um engenheiro? Talvez um corretor? Enfim, o que importa é que mesmo o fotógrafo estando na calçada, em via pública e em pleno vigor democrático, mirando sua lente para o imóvel semi-destruído, o supracitado senhor acabou por convocar alguns trabalhadores da construção civil, que, pouco a pouco, abandonavam o seu caráter cordial e seus postos e transformavam-se em uma espécie grotesca de leões de chácara, tentando, em um tom picaresco, porém, para eles, sério e verdadeiramente intimidador, forjar um cenário lamentavelmente ridículo e cerceador da liberdade de expressão e de imprensa.

 

Foto tirada a partir da calçada da edificação parcialmente destruída. O registro histórico só foi possível pela agilidade do fotógrafo. Acervo Tema Livre.

Foto tirada a partir da calçada da edificação parcialmente destruída. O registro histórico só foi possível pela agilidade do fotógrafo. Acervo Tema Livre.


Provavelmente a reprovável e descompensada atitude nada tem a ver com a internacionalmente reconhecida e respeitável construtora, que sequer imagina que em uma de suas obras esteja a acontecer lamentável tentativa de coerção. Igualmente, pode-se especular que a atitude do senhor de camisa social deva-se, quem sabe, a alguma espécie de insegurança, quem sabe temia uma matéria de cunho investigativo? Porém, como já diz o velho ditado, “quem não deve, não teme!”. Enfim, não há como saber as razões deste senhor. Resta apenas lamentar e apontar sua atitude de coibir o direito do registro do que ainda existia naquele momento do nosso patrimônio histórico, que, provavelmente, até o fim desta semana, terá desaparecido.

 

Trabalhadores da constru&ccedil;&atilde;o civil e a torre do IPC parcialmente destruída. Acervo Tema Livre.

Acervo Tema Livre.


Mais do que o disparate promovido pelo citado senhor, é válido que a partir deste caso ocorrido em Niterói se deixe o registro que cada vez mais torna-se mais difícil fazer registros fotográficos, seja para acervos pessoais ou não, de lugares públicos, que compõem os cenários brasileiros ou os locais relativos à memória afetiva de cada cidadão. Surge, silenciosamente, uma espécie de ditadura, que usa funcionários e/ou seguranças de empresas para impedirem o trabalho de profissionais que necessitam fazer estes registros, e que o fazem mais do que por suas necessidades econômicas, mas por amor a sua profissão, à memória e à História.

 

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“Fenômeno histórico”: revolução farroupilha lidera índice mundial de palavras postadas no Twitter

Niterói, 20 de setembro de 2010.

A cada minuto uma gama de novos tweetts surgem na busca “Revolução Farroupilha” ou “20 de setembro”. É frenético, como o louco ritmo da web. É impossível ler todas as mensagens. Incontáveis internautas mandam mensagens relativas a este episódio. Hoje é feriado no Rio Grande do Sul, pois no dia 20 os farroupilhas tomaram Porto Alegre. Comemora-se, então, o Dia do Gaúcho e, neste ano, “Revolução Farroupilha” lidera, seja no âmbito brasileiro, seja no mundial, os Trending Topics do Twitter.

Chama-se a atenção que com o episódio histórico ocorrido há 175 anos em terras gaúchas, o Brasil coloca pela primeira vez uma data intrínseca à História em primeiro lugar nesta rede social. Curiosamente, datas nacionais e históricas, como a independência do Brasil (7 de setembro) ou a Abolição dos Escravos (13 de maio) não conseguiram este feito.

Do mesmo modo, feriados de estados mais populosos, criados a partir de questões históricas, como, por exemplo, o paulista que rememora a Revolução Constitucionalista de 1932 (9 de julho) não conseguiu a proesa gaúcha, sendo que o Rio Grande do Sul tem cerca de 11 milhões de habitantes, é a 5ª unidade da federação em quantidade populacional, ao passo que o estado de São Paulo possui aproximadamente 41 milhões, sendo a 1ª.

Após a repercussão internacional do “Cala a Boca Galvão”, por este ter sido Trending Topics do Twitter, qual será a explicação que os brasileiros darão a respeito da Farroupilha? Será se, assim como ocorreu com o grande “trote” envolvendo o narrador da Globo, o mundo irá verificar melhor os dados vindos de terras tupiniquins e, quem sabe, aprendam um pouco mais sobre a História do Brasil?

 

Guilherme Litran, carga de cavalaria Farroupilha. Acervo do Museu Júlio de Castilhos. Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Farrapos

Guilherme Litran, carga de cavalaria Farroupilha. Acervo do Museu Júlio de Castilhos. Extraído de http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Farrapos

 

A seguir, algumas mensagens postadas por usuários do Twitter sobre o episódio histórico:

 

Viva Zapata!

– “Melhor morrer de pé, do que viver de joelhos!”, Revolução Farroupilha! #20desetembro Parabéns Gaúchos! :))

 

O Professor de História que faz a diferença

– Revolução Farroupilha me lembra 1 professor maravilhoso de história que tive e ñ está + aqui, ainda tenho os cadernos c/os esquemas anotados

 

Viva Lecor!

– Se a Revolução Farroupilha tivesse dado certo, hoje teríamos dois Uruguais. Sinceramente, não sei do q os gaúchos se orgulham tanto.

 

Trauma da escola

– Revolução Farroupilha nos TT’s? Será que nem no twitter eu não posso esquecer da escola? Não posso esquecer da matéria de história? Quesaco!

 

A História se repete?

– Devemos eleger um bom senador, pois a situação de hoje (2010) não é muito diferente da situação da revolução farroupilha (1835)

 

Twitter é cultura…

– Twitter tambem é cultura gente, hoje comemora-se o aniversario da Revolução Farroupilha, por isso está nos TT’s, no sul hoje é feriado!

 

O Twitter é meu mundo

– Revolução Farroupilha é a frase mais falada no mundo… o dia inteiro ?

 

O impactado

– cara, estou impressionado, revolução farroupilha o dia inteiro nos TT’s mundiais :O

 

“Nacionalistas”

– Revolução Farroupilha! Só quem é GAÚCHO e APAIXONADO por essa terra sabe o que é ter orgulho do seu lar, do seu povo, da sua história.

– Revolução Farroupilha: Orgulho gaúcho! #20deSetembro

– hoje 20 de setembro sinto-me mais feliz e honrado por ser Gaúcho do que no dia 7 de setembro por ser Brasileiro! viva Revolução Farroupilha!

 

“Nacionalistas” 2: Grêmio X Colorado

– Gremistas e colorados só se unem quando se trata da nossa pátria, a República Rio Grandense! Revolução Farroupilha #20desetembro

 

Fica!!!

– RS ainda é estado brasileiro. Revolução Farroupilha #fail , é apenas matéria de escola

 

Para o Brasil pensar…

– O Gaúcho é muito mais Gaúcho do que o Brasileiro é Brasileiro. Revolução Farroupilha #20desetembro – TT’s do Mundo no Twitter.

 

O questionador

– Brasileiro nao tem o que fazer mesmo neh?! Consegue por revolucao farroupilha nos trendings worldwide hauahuahua

 

O outro lado da mesma moeda

– Revolução Farroupilha nos TT’s até que enfim algo útil

 

“Sabinada”

– Alguém informado pode me responder pq revolução farroupilha tá nos TT’s?

– To me sentindo uma burra,nao lembro o que foi a revolucao farroupilha!

– Por que cargas d’água Revolução Farroupilha está no topo dos TTs mundiais?

– revolução farroupilha nos tt’s. sim, aquela que te ferrou no vestibular. rs.

– nossa revoluçao farroupilha nos tt’s,que cultural haha estudei isso ontem e ja confundi com as outras 2893 revoltas que tiveram no brasil

 

Lei de Gerson

– graças a Revolução Farroupilha hoje não tive aula (: TT’s

 

Farinha pouca, meu pirão primeiro

– Num sei o que é Revolução Farroupilha e nem quero saber não vai me ajudar a ganhar emprego

 

Esse é um país que vai pra frente…

– Gente, o povo brasileiro tá ficando “cult” … falando da Revolução Farroupilha…. eh assim que o país vai pra frente!!Parabens!!!! =)

 

Esse é um país que vai pra frente?

– Ser obrigado a ler no twitter que a pessoa não sabe oq é Revolução Farroupilha é no minimo preocupante….

 

Solidária

– Só pra contribuir com a gauchada no TTs: Revolução Farroupilha, “melhor morrer de pé do que viver de joelhos”.

 

Patinho Feio

– feliz revoluçao farroupilha pros gauchos! nessas horas eu sinto falta de morar la!

 

Pense em mim…

– Santa Catarina também estava na Revolução Farroupilha, mas isso ninguém lembra…

 

Vale Tudo

– Politicagem hoje..todos tentando ganhar voto em cima da revolução farroupilha!

 

Florentina

– por um momento a galera do brasil está com melhores assuntos “revolução farroupilha”, isso sim é assunto não tiririca e familia restart

 

Colhendo o que plantou

– 99% do Twitter não sabe o que é Revolução Farroupilha. Se vc faz parte do 1% que sabe, parabéns, vc é culto e não lê apenas Crepúsculo.

 

Pérola: Vestibulanda

– Tomara que a tal da Revolução Farroupilha caia na Prova da #UERJ ou da #UFRJ , porque eu até fui procurar saber depois que entrou nos TT’s.

 

História guetada

– Revolução Farroupilha nos TTs…? Gosh, já não chega de História na escola não?

 

Coisa de gaúcho

– Só os gaúchos mesmo pra colocar Revolução Farroupilha no topo dos TT’s mundiais!

– parabens gaúchos! Não é qualquer um que comemora uma guerra perdida – Revolução Farroupilha

 

Réplica

– Pra qm fala q celebramos 1 derrota, não a celebramos, mas sim a Gloria de ter lutado por nosso orgulho de ser Gaúcho! Revolução Farroupilha
Imaginação fértil

– em uma realidade alternativa, a Revolução Farroupilha foi bem sucedida.

 

Samba do gaúcho doido

– em vez de ler Revolução Farroupilha nos tt’s, eu li Revolução Francesa KKKKKK to estudando demais pra história, qn

 

 

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Prof. Dr. José d’Encarnação (Universidade de Coimbra) é eleito acadêmico de mérito da Academia Portuguesa de História (APH)

Niterói, 28 de julho de 2010.

O Prof. Dr. José d’Encarnação, catedrático da Universidade de Coimbra desde 1991, foi eleito, por unanimidade, no último dia 16 de julho, como Acadêmico de Mérito da Academia Portuguesa de História, instituição sediada em Lisboa.

Deste modo, ao vasto currículo do historiador, arqueologista e epigrafista português, que inclui, dentre outras, a publicação de inúmeros trabalhos acadêmicos em Portugal e no exterior (mais de quatrocentos), a participação nas Reial Acadèmia de Bones Lletres (Barcelona) e Real Academia de la Historia (Madrid), além do título de doutor honoris causa pela Universidade de Poitiers (França), agrega-se, a partir de então, esta mais nova distinção, a de Acadêmico de Mérito da APH.

Para ler entrevista concedida pelo Prof. Dr. José d’Encarnação à Revista Tema Livre, clique aqui.

 

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