Morre Fernando Novais, autor de Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial
Pesquisador foi responsável por interpretação hegemônica da colonização brasileira.

 

Da Redação

Tempo de leitura: 4 minutos.

 

Faleceu na última quinta-feira (30/4), aos 92 anos, em São Paulo, o historiador Fernando Antonio Novais, influente intelectual brasileiro, referência para os estudos sobre a colonização do Brasil. Professor emérito da Universidade de São Paulo (USP) e docente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Novais estava internado em uma unidade da rede Prevent Senior por complicações em sua saúde que vinham desde o início deste ano: durante o Carnaval, o pesquisador sofreu um infarto e, depois, enfrentou uma pneumonia e uma infecção renal.

 

 

Nascido em 1933, em Guararema, interior de São Paulo, Novais formou-se em História na USP em 1958 e, em 1961, iniciou sua trajetória como professor da mencionada instituição, posto que ocupou até 1986. Ainda nesta universidade, em 1973, sob a orientação de Eduardo d’Oliveira França, Novais defendeu sua tese de doutorado intitulada “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial”.

 

Sua tese tornou-se hegemônica na historiografia brasileira entre as décadas de 1980 e 90, influenciando universidades e livros didáticos. Ao mesmo tempo, suscitou intensos debates entre historiadores ligados a diferentes correntes de interpretação do Brasil, especialmente em torno das relações entre metrópole e colônia, do papel das elites locais e da existência de mercados internos no período colonial.

 

 

Ao longo de mais de seis décadas de atividade intelectual, Fernando Novais orientou inúmeros pesquisadores, exerceu forte influência sobre sucessivas gerações de historiadores e consolidou-se como um dos principais nomes da historiografia brasileira contemporânea. Sua obra permanece no centro dos debates sobre a História do Brasil.

 

Cite a matéria corretamente:

REVISTA TEMA LIVRE. Morre Fernando Novais, autor de “Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial”. Niterói, 1 maio 2026. Disponível em: https://revistatemalivre.com/fernando-novais-sistema-colonial/ Acesso em: [colocar data de acesso].

 

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Como foi a atuação indígena na Cisplatina? Leia o artigo do Prof. Dr. Fábio Ferreira (UFF) publicado no projeto Indígenas na História (Associação Nacional de História/ANPUH) clicando aqui.

 

 

 

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Em uma das descobertas arqueológicas mais importantes da década, pesquisadores revelaram estruturas urbanas de 3.500 anos que reescrevem a história pré-colombiana.

 

Da redação

 

⏱️ Leitura estimada: 7 minutos

 

Em um dos anúncios arqueológicos mais marcantes das últimas décadas, pesquisadores peruanos revelaram, na última quinta-feira, 3 de julho de 2025, a existência de um centro urbano milenar até então desconhecido: Peñico. Situada a cerca de 200 km de Lima, no Peru, a cidade tem aproximadamente 3.500 anos e oferece uma nova perspectiva sobre as civilizações indígenas que floresceram no continente sul-americano.

 

A descoberta foi o resultado de oito anos de escavações contínuas, conduzidas por equipes lideradas pela arqueóloga Ruth Shady, também responsável pelo sítio de Caral. O anúncio não apenas reposiciona Peñico no mapa da arqueologia andina, como também reforça a complexidade e sofisticação das culturas indígenas muito antes do contato com o mundo europeu.

 

 

 

 

O que é Peñico e onde fica?

 

Peñico está localizada na província de Barranca, numa zona de transição entre o litoral peruano e a Cordilheira dos Andes, próxima ao vale do rio Supe. O sítio compreende 18 estruturas identificadas até o momento, incluindo templos, praças circulares e plataformas residenciais dispostas em terraços a aproximadamente 600 metros de altitude.

 

 

 

 

Foram encontrados diversos artefatos, como conchas oceânicas, cerâmicas finas e instrumentos rituais, que indicam que Peñico funcionava como um ponto nodal entre o Pacífico, os Andes e regiões da bacia amazônica — possivelmente incluindo áreas que hoje compreendem a Amazônia brasileira.

 

Dados Chave sobre Peñico

  • Período: 1800-1500 a.C.
  • Localização: Barranca, Peru
  • Área: 18 estruturas identificadas
  • Civilização anterior: Tradição Caral-Supe

 

Peñico antecede civilizações como os Incas e Maias, sendo contemporânea a sociedades do Egito e Mesopotâmia. Arqueólogos classificam seus habitantes como parte de “culturas arqueológicas”, baseando-se em evidências materiais.

 

 

Trajetória cronológica e independência civilizacional

 

 

A cidade foi habitada entre 1800 a.C. e 1500 a.C., o que a torna contemporânea de civilizações como, por exemplo, as do Egito, da Mesopotâmia, do Vale do Indo e anterior aos Dez Mandamentos. Contudo, diferentemente das sociedades mencionadas, Peñico desenvolveu-se de forma independente, sem qualquer contato conhecido com culturas afro-eurasiáticas.

 

Vista aérea da cidade indígena de Peñico no Peru

 

 

Continuidade pós-Caral

 

Reconhecida como a mais antiga civilização urbana das Américas, Caral floresceu entre 3000 a.C. e 1800 a.C. Esta encontra-se a menos de duas horas de Peñico, que, a seu turno, surgiu logo após o declínio de Caral, o que pode significar uma reorganização sociopolítica e ambiental no espaço andino.

 

Em vez de uma ruptura abrupta, a fundação de Peñico pode ser interpretada como uma descentralização deliberada do modelo urbano anterior, privilegiando escalas arquitetônicas menores e maior integração regional entre diferentes paisagens e grupos populacionais.

 

 

 

 

Centro de trocas

 

Um dos elementos centrais do sítio é uma praça circular adornada com relevos representando pututus — instrumentos musicais feitos de conchas marinhas, usados em rituais cerimoniais. Esses elementos sugerem um espaço voltado à concertação política e espiritual, onde eram realizados encontros entre diferentes grupos regionais.

 

A presença de bens materiais vindos de regiões distantes revela um alcance geográfico que ultrapassa os limites do atual Peru.

 

 

 

 

Ameaças à arqueologia e a pesquisadores

 

A arqueóloga Ruth Shady enfrenta ameaças recorrentes de grupos interessados em terras próximas aos sítios arqueológicos. Em Caral, ela e sua equipe foram alvo de intimidações, invasões com máquinas pesadas e ameaças de morte.

 

Esses ataques resultam da combinação entre ocupação territorial ilegal, ausência de fiscalização estatal e especulação imobiliária. Apesar dos riscos, a preservação segue graças à mobilização de arqueólogos e moradores da região.

 

 

 

 

Potenciais para as Ciências Humanas

 

A descoberta de Peñico abre frentes para pesquisas em arqueologia, história e antropologia, ao possibilitar investigações sobre:

 

  • Respostas socioculturais frente a eventos climáticos

 

  • Circuitos de trocas interligando ecossistemas distintos

 

  • Funções simbólicas e sociais da arquitetura pré-colombiana

 

  • Redes de poder entre elites e populações locais

 

 

Abertura ao público: 12 de julho de 2025

 

O governo peruano anunciou que Peñico será aberto oficialmente à visitação em 12 de julho de 2025, com cerimônia voltada a pesquisadores, autoridades e imprensa. A expectativa é impulsionar o turismo cultural e atrair projetos acadêmicos, incluindo parcerias internacionais.

 

 

Civilizações indígenas além dos Incas

 

É comum associar a história andina apenas ao Império Inca. Porém, civilizações como Maias, Astecas e povos amazônicos também organizaram centros urbanos. A descoberta de Peñico evidencia uma tradição urbana anterior aos Incas, igualmente complexa.

 

Essa revelação convida a ampliar o conhecimento histórico da América pré-colonial. Sua preservação dependerá de ação coordenada entre Estado, pesquisadores e sociedade civil.

 

 

FAQ – Perguntas Frequentes

  • O que é Peñico?
    Um centro urbano milenar recentemente descoberto no Peru, com cerca de 3.500 anos.
  • Onde fica Peñico?
    Na província de Barranca, Peru, próximo ao vale do rio Supe.
  • Quando será aberta ao público?
    Em 12 de julho de 2025.

 

Cite a matéria corretamente:

REVISTA TEMA LIVRE. Cidade indígena é descoberta por arqueólogos na América do Sul. Niterói, 9 jul. 2025. Disponível em: https://revistatemalivre.com/cidade-indigena-descoberta-arqueologos. Acesso em: [colocar a data].

 

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Neoliberalismo: História em 1 Minuto

Documentos históricos guardados nos Arquivos do Senado e da Câmara dos Deputados, em Brasília, mostram que os rumos da política brasileira foram influenciados por Adolf Hitler (1889-1945). Ele se tornou o ditador da Alemanha nazista há exatos 90 anos.

Ainda que de forma involuntária e indireta, Hitler teve papel tanto na implantação quanto na derrubada do Estado Novo (1937-1945), a ditadura de Getúlio Vargas.

Os documentos da época indicam que não foram poucos os senadores e deputados brasileiros que, admiradores do governo de Hitler, defenderam a adoção de um governo autoritário no país.

Nos debates da Assembleia Nacional Constituinte encarregada de elaborar a Constituição de 1934, o deputado João Pinheiro (MG) declarou:

— Em plebiscito recente, 40 milhões de teutos [alemães] dispensaram exaltadamente os clássicos benefícios da liberdade e abraçaram com entusiasmo a ditadura imperialista de Adolf Hitler, sob a bandeira do fascismo alemão. Pergunto eu: não continua a ser a Alemanha de Hitler uma das mais altas expressões de civilização e cultura do mundo ocidental?

O plebiscito a que Pinheiro se referia ocorreu em 19 de agosto de 1934, logo após a morte do presidente Paul von Hindenburg, em 2 de agosto. Na consulta popular, os alemães decidiram que Hitler, chanceler (primeiro-ministro) desde o ano anterior, seria também o presidente.

Com poderes supremos, o político nazista adotou o título de Führer (condutor, guia, líder).

 

 

De acordo com o deputado mineiro, a democracia não funcionava no Brasil porque a população não era educada, dado o sistema escolar deficiente. A solução, assim, seria adotar uma ditadura semelhante à alemã. Pinheiro disse:

— Tenhamos a coragem cívica e intelectual de proclamar que não é possível a prática de um governo democrático no Brasil dos nossos dias, porque o governo do povo pelo povo pressupõe a existência da vontade popular arregimentada, independente e consciente.

Para o então deputado Álvaro Maia (AM), as ditaduras de extrema direita, como a fascista de Benito Mussolini e a nazista, eram essenciais para impedir o comunismo de tomar o poder.

Da tribuna da Constituinte, Maia leu trechos de uma carta pública escrita pelo arcebispo de Porto Alegre, que era nascido na Alemanha:

— Não foi passageiro o encanto que me produziu a carta pastoral de D. João Becker quanto à autópsia da atualidade brasileira. Escreveu: “Hitler, o grande remodelador da Alemanha, que salvou sua pátria das garras do bolchevismo, criou o Estado totalitário, apelando para o sentimento radical do arianismo e implantando a cruz suástica nas instituições públicas”.

Os ditadores fascistas Benito Mussolini, da Itália, e Adolf Hitler, da Alemanha, em 1940 (Reprodução/Wikimedia Commons)

Outro admirador do nazismo, o deputado Ferreira de Souza (RN) afirmou:

— Tinha de ser a Alemanha a barreira do mundo ocidental contra a infiltração do comunismo russo. Declaro a Vossas Excelências que, se um dia o Brasil chegar a esse ponto [ter comunistas fortes], não serei presidencialista nem parlamentarista. Serei partidário dos governos da força, serei partidário da ditadura, desde que tenhamos a felicidade de encontrar um ditador.

Ainda na Constituinte de 1934, o deputado Luís Sucupira (CE) afirmou que a Constituição que estava em elaboração deveria já prever as bases institucionais para a futura instalação de uma ditadura no Brasil:

— Sou contra a democracia liberal, porque a julgo causadora de todos os males de que padece a civilização desde que foi implantada, em 1789, com a Revolução Francesa. Devemos procurar o amparo dos nossos companheiros [deputados constituintes] para as emendas que facilitem, mais tarde, o advento do Estado totalitário que desejamos.

O historiador e professor Fabio Koifman, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), afirma que, para entender por que Adolf Hitler despertava simpatias no Brasil, deve-se enxergar o contexto histórico da primeira metade da década de 1930:

— Hitler ainda não havia posto em prática aquela política de terror que hoje conhecemos muito bem. As Leis de Nuremberg, que permitiram a segregação e a posterior perseguição dos judeus, começaram em 1935. A Segunda Guerra Mundial, que teve o ditador nazista como grande culpado, estourou em 1939. O Holocausto, genocídio sistemático de judeus, começou no segundo semestre de 1941. Os parlamentares brasileiros não poderiam julgá-lo com base nesses acontecimentos posteriores.

 

 

 

 

Koifman explica que o fato de Hitler ser um ditador, por si só, não era considerado um motivo para reprovação geral naquele momento:

— Entendia-se que a democracia liberal havia fracassado em evitar a Primeira Guerra, o surgimento da União Soviética e o colapso mundial provocado pela crise de 1929. Além disso, o comunismo crescia no Brasil e no mundo, apoiado no crescente movimento operário e no aparente êxito da União Soviética, que, por estar isolada do comércio internacional, passou incólume pela crise de 1929. Preocupadas com tudo isso, as elites passaram a apostar em “regimes fortes” que tivessem mão firme contra o comunismo e fossem intervencionistas na economia. Esperavam, assim, preservar seus privilégios políticos e econômicos.

De acordo com os documentos dos Arquivos do Senado e da Câmara, os parlamentares brasileiros dos anos 1930 enxergavam outras qualidades no governo nazista. O deputado Aarão Rebelo (SC), por exemplo, que defendia a revogação do direito das mulheres ao voto, disse que o Brasil deveria se inspirar na Alemanha e estimulá-las a permanecer restritas à família e ao lar.

Ao longo da década de 1920, a chamada República de Weimar concedeu inúmeros direitos às mulheres alemãs. Mas uma pauta reacionária que incluía a contenção e a reversão desse tipo de avanço social ajudou a levar Hitler ao poder. Para os nazistas, o feminismo não passava de um estratagema dos comunistas para enfraquecer a sociedade e tomar o poder.

Num pronunciamento, Rebelo afirmou:

— Ainda há dias, o senhor Adolf Hitler, em discurso dirigido aos seus apaniguados, lembrou os grandes males causados pelo “feminismo”. Entre eles, destacou a desorganização da sociedade, o aumento do número dos sem-trabalho com a infiltração das mulheres nas atribuições dos homens e o relaxamento dos costumes. Até aludiu à prostituição. E concluiu dizendo que a salvação da Alemanha reside na preparação do cidadão nazista, começando pela educação doméstica confiada no lar à mulher.

 

Plínio Salgado e integrantes da Ação Integralista Brasileira (AIB) no Rio de Janeiro, em 1935: fascismo à brasileira (Reprodução/Wikimedia Commons)

 

Na Assembleia Nacional Constituinte, o deputado Xavier de Oliveira (CE) avaliou que os alemães agiam de forma acertada ao proteger a raça ariana e perseguir os demais grupos étnicos que viviam em seu país.

Ele apresentou uma emenda (não aprovada) para que a nova Constituição proibisse a migração de orientais e africanos para o Brasil. O deputado cearense argumentou que a ciência, para o bem das sociedades, desaconselhava a mistura da raça branca — segundo ele, majoritária no Brasil — com raças “inferiores”:

— [O cientista alemão Ernst] Kretschmer incrementou a biotipologia, baseando-a sobretudo na heredobiologia, daí nascendo a revolução política da Alemanha atual, de que Hitler é apenas o condutor, talvez inconsciente. Foram as ideias dele e de muitos outros sábios germânicos que, de seus laboratórios, provaram que é preciso defender a raça germânica.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, o deputado Teotônio Monteiro de Barros (SP) avaliou:

— Muitos dos nossos males [no Brasil] decorrem, em parte, da falta de uma consciência étnica comum. Lembra-me que, naqueles povos que têm uma consciência étnica nitidamente definida, profundamente marcada na sua existência, há sempre uma preocupação superior que paira não só sobre a vida particular dos cidadãos, mas também uma espécie de alma nacional que orienta a nacionalidade nos seus destinos. É coisa que nos tem faltado.

O deputado Góis Monteiro (AL), irmão do ministro da Guerra de Getúlio Vargas, disse admirar a Alemanha nazista por ter tolerância zero aos militares que ousassem imiscuir-se no mundo da política.

Ele fez essa observação quando criticava uma emenda que buscava dar o direito do voto aos soldados rasos:

— Na Alemanha de Hitler, o militar não vota nem é votado. Os tenentes que se manifestam [sobre política] são severamente punidos e os chefes, que não souberam evitar que seus subordinados se deixassem atrair pelo vendaval político, são convidados a deixar o Exército. Imagine-se o que irá por um regime de infantaria onde os majores e coronéis pendam por ideias conservadoras, os capitães sejam liberais e os tenentes sejam socialistas avançados. Surgirão, fatalmente, acontecimentos desastrosos. Decretaremos a anarquia e a dissolução hedionda para o Brasil.

O Brasil chegou a ter o seu próprio movimento fascista, a Ação Integralista Brasileira (AIB), criada por Plínio Salgado. Os integralistas vestiam um uniforme com a letra sigma (Σ), do alfabeto grego, bordada no braço. Salgado pretendia se candidatar a presidente da República na eleição prevista para 1938.

 

Protesto da União Nacional dos Estudantes (UNE) no Rio de Janeiro, durante a Segunda Guerra, satiriza Adolf Hitler e Benito Mussolini (Reprodução/Documentário Imagens do Estado Novo). Fonte: Agência Senado

 

O fascínio por Hitler no Parlamento brasileiro, porém, não era unânime. Da tribuna, também partiram críticas ao ditador nazista.

O deputado Miguel Couto (DF), que era médico, disse que as guerras sempre deixavam um rastro destruidor de doenças e que, no caso da Primeira Guerra Mundial, um de seus legados foi justamente o nazismo:

— As doenças são próprias do pós-guerra, tanto nos indivíduos quanto nas nações. As tropas de Cromwell difundiram a sífilis pela Inglaterra. As campanhas de Napoleão disseminaram o tifo e o glaucoma por toda a Europa. A Alemanha, depois da guerra de 1870, foi atacada pela varíola. A Grande Guerra [a Primeira Guerra Mundial] contagiou o mundo inteiro com a encefalite letárgica. Nas nações, também houve o bolchevismo, o comunismo, o fascismo, o nazismo e todas as doenças em “ismo”, às quais gloriosamente temos escapado.

Para o deputado Odilon Braga (MG), a proteção da suposta pureza racial dos alemães evocada por Hitler não passava de um engodo:

— Hitler busca nas profundezas da ideologia ancestral dos germanos, por meio da exaltação racista elevada a culto nacional, o mistério de ocultas forças que justifiquem perante a Alemanha o assalto que ele deu ao poder.

Apesar das críticas desse tipo, Getúlio Vargas percebeu o ambiente político brasileiro favorável à ditadura e sentiu-se à vontade para aplicar um autogolpe e dar início ao Estado Novo.

Em 1937, às vésperas do fim de seu mandato, ele cancelou a eleição presidencial que estava marcada para o ano seguinte, fechou o Senado e a Câmara, revogou a Constituição de 1934, impôs uma Carta autoritária e continuou no Palácio do Catete, a partir de então como ditador.

O pretexto de Vargas para o autogolpe de Estado foi proteger do Brasil do perigo comunista.

 

 

 

 

 

Em 1935, antes do autogolpe, o vice-presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral, Eduardo Espínola, numa das sessões preparatórias para a reabertura do Senado, que estava fechado desde a Revolução de 1930, conclamou os senadores a proteger a democracia e não seguir os passos das ditaduras europeias.

No mesmo discurso, Espínola enumerou características dos fascismos da Alemanha e da Itália que, poucos anos depois, acabariam sendo também características da ditadura do Estado Novo. O ministro citou o diplomata judeu britânico Herbert Samuel:

— Referindo-se aos golpes contra a democracia representativa, salienta o articulista [Samuel] que a ditadura não se detém: elimina pela força os seus adversários, abafa qualquer movimento que possa ameaçá-la, suprime a crítica de suas ações, engrandece os seus méritos, subtrai ao povo o conhecimento de suas falhas, desenvolve uma nova técnica para amoldar à sua feição as opiniões fluidas da geração que surge, censura os livros e só deixa conhecer os fatos históricos que podem justificar a sua doutrina. As universidades e as igrejas são forçadas a se manterem dentro da linha. Os órgãos de propaganda, como cinema, teatro, imprensa etc., dirigem-se a um só fim.

Até 1939, a Alemanha não representou uma questão para o Brasil. A nação nazista, pelo contrário, era um dos maiores parceiros comerciais brasileiros. O problema apareceu quando a Segunda Guerra Mundial estourou e o país foi instado a se posicionar. No início, Vargas se manteve neutro.

O presidente usou a neutralidade como moeda política. Ele, no fim, acabou se aliando aos Estados Unidos, à Inglaterra e à França contra a Alemanha, a Itália e o Japão. A posição foi assumida após os americanos liberarem dólares para a construção da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ) — que se tornou um marco da industrialização brasileira.

Como parte do acordo com os Estados Unidos, Vargas enviou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) para o conflito na Europa. Os pracinhas brasileiros derrotaram soldados alemães em diversas batalhas no norte da Itália e contribuiu para a vitória final dos aliados.

Prestes a ser capturado pelas tropas aliadas em Berlim, Adolf Hitler se suicidou em abril de 1945.

 

Terminada a Segunda Guerra Mundial, não se ouviram mais louvores a Hitler nem ao nazismo. Nesse ponto, a Assembleia Nacional Constituinte de 1946, pós-ditadura do Estado Novo, foi bastante diferente daquela de 12 anos antes. Em vez de elogiar, os parlamentares de 1946 se dedicaram a atacar o extinto regime alemão.

O deputado comunista Maurício Grabois (PCB-DF) afirmou que os parlamentares deveriam revogar o mais rapidamente possível a Constituição de 1937, imposta por Vargas:

— Foi outorgada num período em que Hitler estava conseguindo vitórias espetaculares na Europa. E argumentava-se naquele período sobre um suposto perigo comunista para o nosso povo. E a realidade está mostrando que não havia esse perigo. Como, então, podemos hoje manter essa Carta?

O deputado e escritor Jorge Amado (PCB-SP) concordou:

— Se tivéssemos de homenagear quantos concorreram para a feitura da Carta de 1937, teríamos, então, de exaltar a infame memória de Hitler e Mussolini, porquanto foram eles, mais a quinta coluna, os integralistas, os reacionários mais violentos e o próximo defunto, Oliveira Salazar [ditador de Portugal], os inspiradores desse código de castigos e limitações para o povo brasileiro.

Na Assembleia Nacional Constituinte de 1946, os parlamentares explicaram por que Adolf Hitler, que fora importante na implantação do Estado Novo, também foi decisivo na queda da ditadura varguista. De acordo com eles, tendo o Brasil lutado na Europa ao lado das democracias para sepultar os fascismos, era contraditório que o país continuasse sendo uma ditadura.

O deputado José Claudino (PCB-RJ) resumiu:

— A batalha pela democratização do Brasil não podia ser desligada da batalha da democracia mundial, ameaçada pelo nazifascismo. Ao declarar guerra ao Eixo e enviar os soldados expedicionários, o governo do Brasil dava os mais largos passos no caminho da democracia, pois estava tomando posição contra Hitler e Mussolini, que eram, em realidade, os artífices máximos da Carta de 1937 e do Estado Novo. Liquidar de uma vez para sempre o poderio militar do fascismo, no qual se apoiavam todos os fascismos, todas as ditaduras, toda a reação terrorista e obscurantista, eis o que era básico para a democracia brasileira.

As próprias Forças Armadas, que haviam participado da Segunda Guerra Mundial, encarregaram-se de derrubar o presidente Getúlio Vargas em 1945.

 

Cena do filme O Grande Ditador, de Charles Chaplin, proibido no Brasil pelo governo de Getúlio Vargas (Reprodução)/Fonte: Agência Senado

 

Poucas semanas depois, paradoxalmente, o ex-ditador se elegeu senador pelo PSD do Rio Grande do Sul. Documentos do Arquivo do Senado mostram que ele foi acusado pelos colegas senadores de ter sido, antes do alinhamento com os Estados Unidos, simpático à Alemanha de Hitler. Vargas negou a acusação dando um exemplo:

— No princípio de 1938, o Brasil, por minha determinação, deixava de considerar persona grata o embaixador de Hitler, Sr. Karl Ritter, que exigia do governo brasileiro o funcionamento das seções do partido nazista em nossa terra. Num gesto de violência a que estava acostumado, o governo do Reich enviou ao Brasil, de regresso do Congresso de Nurenberg, o mesmo embaixador. Fiz comunicar que não seria permitido o seu desembarque e, ao mesmo tempo, [decidi] retirar o embaixador do Brasil em Berlim. Foi o Brasil a primeira nação do mundo a enfrentar o poderio de Hitler.

O senador Getúlio Vargas também teve de explicar por que não se declarou inimigo dos nazistas logo no princípio da Segunda Guerra Mundial:

— Hitler costumava afastar da vida os chefes de Estado que não se afastavam do seu caminho. Para que minha missão pudesse ser cumprida, precisava viver e contemporizar. A linha de neutralidade rigorosa era a única defesa.

Um senador disse que a simpatia de Vargas pelos nazistas era tão grande que, na Presidência da República, ele chegou a proibir que o filme O Grande Ditador, sátira de Charles Chaplin a Adolf Hitler, fosse exibido nos cinemas brasileiros. Vargas, nesse ponto, preferiu calar.

O historiador Fabio Koifman, da UFRRJ, entende que, passados 90 anos, é importante que hoje as pessoas conheçam a história da chegada de Hitler ao poder e sua posterior transformação em ditador:

— Políticos que não têm apreço pela democracia não devem ser apoiados nunca, seja em nome do combate ao comunismo, seja em nome do combate à corrupção. Quando chegou ao poder, Hitler já havia publicado o livro Minha Luta, em que apresentou seu discurso de ódio contra os judeus e enumerou outras ideias que mais tarde colocaria em prática. Os alemães fizeram vista grossa para essas questões detestáveis e o apoiaram, considerando as promessas de reerguer a Alemanha e combater os comunistas.

Ele prossegue:

— Isso mostra que, quando a população concede poderes autoritários a alguém, ela não sabe aonde o ditador poderá chegar. A Alemanha chegou ao genocídio. Precisamos entender que a pior democracia é sempre melhor do que qualquer ditadura.

Fonte: Agência Senado

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Estudo de brasileiro sobre partículas levou inglês ao Nobel

 

No alto do Monte Chacaltaya, a 5,5 mil metros acima do mar, em La Paz, o jovem físico brasileiro César Lattes, de apenas 23 anos, estava, naquele ano de 1947, diante do cenário da sua mais incrível descoberta. Ele puxava o ar para respirar na altitude boliviana porque sabia que iria valer a pena.

 

Preparou um experimento com emulsões químicas em chapas fotográficas e conseguiu identificar partículas méson Pí, uma hipótese que estava antes apenas no campo da teoria para explicar o funcionamento do átomo.

 

A ação garantiu o Nobel para o chefe do laboratório em Bristol (Inglaterra), Cecil Powell, para o qual o brasileiro trabalhava. Mesmo não recebendo o prêmio individualmente, César Lattes foi aclamado e ficou famoso. Agradeceu os convites de trabalho do mundo inteiro, mas resolveu trabalhar no Brasil.

 

Lattes nasceu em 11 de julho de 1924, há exatos 100 anos em Curitiba (PR), e morreu em 2005.

 

No cenário acadêmico brasileiro, Lattes é homenageado pelo nome de uma plataforma que reúne os dados de pesquisadores e professores brasileiros, na base do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Isso porque o físico teve uma trajetória que foi além do seu campo de pesquisa e defendeu, durante toda a vida, a ciência no Brasil.

 

 

Nota 10
César Lattes foi um jovem que, com 19 anos, formou-se em física na Universidade de São Paulo (USP). Ele ingressou no início de 1941 e terminou no final de 1943. “Nas disciplinas do último ano, que tinham temas mais avançados, relacionados ao que a gente chama de física moderna do século 20, associada à relatividade e aos conhecimentos quânticos, ele tirou 10 em todas as matérias”, afirma o professor Ivã Gurgel, da USP. Era raro alguém ter um desempenho desse tipo naquele curso que estava, segundo o docente, atualizado com os principais conhecimentos do que se fazia no mundo.

 

Quando se formou, Lattes ficou entusiasmado ao ficar sabendo do que era feito na Inglaterra na detecção de partículas de raios cósmicos, tema que já trabalhava com seus professores Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini, no Departamento de Física. Em 1946, a convite de Occhialini, Lattes foi para a Universidade de Bristol, Reino Unido, com bolsa da British Council, trabalhar no laboratório de Cecil Powell na calibração das novas emulsões nucleares, um detector de partículas que era um aperfeiçoamento das chapas fotográficas comuns.

 

 

Por que não explode?
O que eles buscavam entender é como prótons (partículas com carga positiva) ficam juntos no núcleo do átomo sem se repelir. Professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Antonio Augusto Videira, da área de filosofia e história da ciência, considera que esse é um problema muito importante da física nuclear na década de 30: entender como o núcleo do átomo fica coeso e o que está fazendo o papel de “cola” entre os prótons.

 

“As partículas mesons estavam sendo procuradas há uma década por físicos não apenas na Inglaterra, mas também nos Estados Unidos”, afirma Videira. O professor da UERJ, que também é colaborador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), explica que Lattes começou rapidamente a imaginar outros processos para conhecer melhor as emulsões a fim de que os experimentos fossem mais confiáveis.

 

“Antes, eles não conseguiam extrair dados quantitativos. Conseguiam registrar, mas não sabiam a massa e energia do evento. O meson é como se fosse uma partícula intermediária entre o próton e o neutron”. Primeiro, ele buscou realizar o experimento no Pic du Midi, a 2.880 metros acima do nível do mar, na França, com emulsões tratadas com Boro. Mas ainda não foi o suficiente. “O Lattes tem a ideia de ir a uma montanha ainda mais alta, na Bolívia. Ele deixou as chapas e um mês depois voltou ao monte, recolheu as chapas e conseguiu encontrar os registros”.

 

 

Revelação
Para chegar ao monte, havia uma estrutura porque lá estava um clube de esqui e era uma região que abrigava refugiados europeus que foram para Bolívia para fugir do fascismo e do nazismo durante a 2ª Guerra Mundial. “O governo boliviano, interessado em conhecer o clima da região, tinha instalado uma estação meteorológica. Então, havia como chegar lá”. Lattes, então, faz a primeira revelação na antiga Faculdade Nacional de Filosofia, que era ligada ao Museu do Brasil.

 

“Ele ficou muito animado. Chegou a dar um seminário aqui sobre isso. anunciando que as chapas que havia exposto na Bolívia tinham resultados positivos”. Depois, voltou para a Inglaterra, e a equipe percebeu muitos eventos. “Eles acabam publicando trabalhos que vão ser conhecidos e que vão confirmar a existência do meson”. Esses resultados vão beneficiar Cecil Powell, em 1949, que era o chefe laboratório em Bristol.

 

Antonio Augusto Videira explica que pesquisadores brasileiros buscam entender por que o prêmio não foi para Lattes. “Ele acabou não ganhando o Prêmio Nobel por uma série de razões. Ele foi indicado sete vezes para o Prêmio Nobel e acabou não ganhando”.

 

Nos anos seguintes, as pesquisas de Lattes passam a ficar conhecidas e a ter destaque na imprensa. “Ele fica muito conhecido, e essa popularidade vai ser fundamental para que haja uma transformação na física e na ciência brasileiras”, afirma o professor da Uerj.

 

 

Luta pela ciência
Segundo o professor Ivã Gurgel, da USP, César Lattes foi convidado para trabalhar em institutos e universidades de várias partes do mundo. “Mas resolveu voltar para o Brasil”. E ele passa a não somente defender os temas da física, mas se juntar a outros pesquisadores para exaltar a necessidade de investimento na ciência. “Eles queriam, por exemplo, obter o chamado tempo integral para os professores, que hoje em dia a gente chama de dedicação exclusiva”. Lattes fez carreira também na USP e Unicamp depois de voltar ao Brasil.

 

O contexto daquele final dos anos 1950 ajudava no convencimento. “Todos os eventos que aconteceram durante a 2ª Guerra foram por avanços científicos e tecnológicos. Mostraram a importância que a ciência tinha para a segurança de um país, não apenas para a segurança, mas para o desenvolvimento econômico, social e cultural”, diz Videira. Nesse contexto, deu-se a criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por exemplo.

 

“Eles não pensavam apenas na física. Para que a física pudesse se desenvolver de forma positiva, ela precisava de químicos, de engenheiros de diversas áreas, ela já precisava de matemáticos”, afirma o pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, entidade também criada em 1949.

 

Para o pesquisador, isso aconteceu de forma muito rápida e intensa, levando em conta que as comunicações ocorriam por cartas e telefonemas,com dificuldades. Segundo os professores entrevistados, a história de César Lattes deve inspirar os mais jovens. O professor da USP Ivã Gurgel testemunha que, mesmo com os alunos na graduação, há quem não conheça quem foi o pesquisador. “A gente precisa fazer um trabalho de preservação de memória e de divulgação”, considera.

 

A trajetória do homem que resolveu defender a ciência poderia, de acordo com Antonio Videira, ser exemplo, porque Lattes demonstrava ideais nacionalistas. “Seria muito interessante se as escolas pudessem multiplicar histórias como a dele. Tem que ter textos e vídeos sobre ele para serem divulgados nas redes sociais, por exemplo”.

 

Fonte: Agência Brasil

https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-07/nascido-ha-100-anos-cesar-lattes-fez-descoberta-que-marcou-fisica

Imagem: Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas

 

 

Mais sobre o centenário de Lattes:

CNPq lança marcas comemorativas do centenário de Cesar Lattes e dos 25 anos da Plataforma Lattes

 

 

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Niterói, quarta-feira, 15 de maio de 2024.

 

Antiga sede da Enel em Niterói./Enel divulgação.

Na última quinta-feira (9 de maio), no plenário da Câmara de Vereadores, a CPI que investigou as irregularidades no fornecimento de energia elétrica para Niterói pela Enel pediu a revogação da concessão da empresa e, à altura, entregou relatório sobre a atuação da companhia na cidade.

 

De acordo com os contratos estabelecidos na década de 1990, quando diversas empresas de fornecimento de energia elétrica foram privatizadas, a Prefeitura e a Câmara Municipal não podem decidir se a Enel permanecerá prestando ou não o serviço. A decisão está nas mãos da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

 

Ao longo das mais de 250 páginas do relatório, foi possível identificar que:

 

A Enel no Procon: 523 reclamações contra a empresa nos últimos 4 anos;

 

A ENEL no Ministério Público: 827 reclamações (2022), 7 ações civil públicas protocoladas (2023/ 4 ainda estão em andamento);

 

A Enel na Justiça: 1.749 processos (entre 2020 e 2023);

 

A Enel e a Prefeitura: a Secretaria de Conservação e Serviços Públicos da Prefeitura de Niterói enviou 2.158 ofícios à concessionária referentes à fiação irregular, poda e problemas com poste (2021 a 2023). 1.616 permanecem sem resposta (75%).

 

Mais de 80% da população sem luz: no dia 18 de novembro de 2023, a Enel deixou a maioria esmagadora da cidade sem luz. Os dados são da própria Enel.

 

Exigências

O relatório exige que sejam criados mais canais de comunicação com a população, inclusive com mais lojas. A manutenção dos transformadores também foi um tópico. Determina-se mais agilidade na resolução desta questão.

 

 

Um pouco de História

Como a Enel “veio parar” em Niterói?

  • Marcello Alencar (PSDB/RJ): durante sua gestão ocorreu a privatização da CERJ.

    A Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro (CERJ) era uma empresa do Estado do Rio e fornecia energia para a cidade. Sua sede ficava em São Domingos. A CERJ foi privatizada em 1996, no governo Marcello Alencar, do PSDB/RJ.

 

  • À altura, o sócio majoritário no consórcio que adquiriu a empresa estadual foi a chilena Chilectra.

 

  • No início dos anos 2000, a espanhola Endesa passou a ser a sócia majoritária, transformando a antiga CERJ em Ampla.

 

  • Em 2009, a italiana Enel adquiriu a antiga Ampla e, a partir de 2016, a marca Enel Distribuição Rio passou a ser utilizada pela empresa estrangeira.

 

 

  • Recentemente, na década de 2020, a Enel tirou a sua sede de Niterói e a levou para o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

 

 

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Saiba mais sobre as CPIs ao longo da História do Brasil clicando aqui.

 

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Niterói, 05 de fevereiro de 2022.

Da Redação

Faleceu na madrugada de ontem (5/2) o historiador Aníbal Bragança aos 77 anos. Nascido em Santa Maria da Feira, o imigrante português adotou Niterói como sua. Aqui, Aníbal abriu livrarias, como a Pasárgada, que marcou gerações de niteroienses e, ainda, formou-se em História pela UFF. 
Sua relação com a Universidade de Niterói não parou aí. Foi professor da instituição e diretor de sua editora. Além disso, Aníbal também trabalhou na Biblioteca Nacional como Coordenador Geral de Pesquisa e Editoração e era membro da Academia Fluminense de Letras.
Como pesquisador, dedicou-se à História dos Livros e da Leitura, universo que explorou em seu doutorado na USP. Dentre os seus vários livros publicados, "Impresso no Brasil" obteve o 1° lugar no Prêmio Jabuti, principal premiação para livros do país. Também em suas pesquisas abordou imigrantes portugueses (como o editor e livreiro Francisco Alves) e a cidade de Niterói (com o livro sobre a Livraria Ideal, por exemplo).
Ao longo de sua trajetória, Aníbal Bragança realizou bastante, contribuindo para o desenvolvimento intelectual do país que o acolheu, sem esquecer a "Santa Terrinha". Vai com Deus, Aníbal! Essa é a nossa singela homenagem.
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Acervo
Releia a entrevista que Aníbal Bragança concedeu à Revista Tema Livre clicando em revistatemalivre.com/anibal12.html
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Seção notícia: "EdUFF tem novo diretor, o historiador Aníbal Bragança". 
https://revistatemalivre.com/eduffdiretor2015
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A família informa que o velório será a partir das 13h30 na capela 2 do Cemitério Parque da Colina em Niterói. O sepultamento está marcado para as 15h30.
O prefeito de Niterói, Axel Grael, decretou luto oficial de três dias.
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Notícias

O MAC fica azul: Niterói homenageia os 200 anos da Independência do Uruguai.

 

É inaugurado novo centro cultural em Niterói. Saiba clicando aqui.

 

Historiador francês lança livro pela EdUFF no MAC/Niterói

 

Primeiro cinema do Brasil exclusivo para documentários será inaugurado em Niterói

 

Confira as novidades no antigo Cinema Icaraí clicando aqui.

 

Restauração do prédio da Cantareira deve ser iniciada ainda neste ano

 

Professora da UFF recebe título de Doutora Honoris Causa da UFRGS

 

Debate Tema Livre tratará do patrimônio arqueológico niteroiense

 

Novos sítios arqueológicos são descobertos na Região Oceânica

 

CPI pede fim da concessão da Enel em Niterói

 

É lançado, em Niterói, livro sobre a História do SUS

 

 

Niterói em cartões postais: para vê-los, clique aqui.

 

Niterói em fotos antigas: clique aqui.

 

 

 

Breve Histórico da Cidade

Praça Martim Afonso e a Estação das Barcas (1957). Nota-se o uso do bonde e de trólebus.
Praça Arariboia e a Estação das Barcas (1957). Nota-se o uso do bonde e de trólebus.

Data em que o cacique Arariboia tomou posse de suas terras nas margens da baía de Guanabara. Atualmente, a data é considerada a da fundação da antiga capital do Estado do Rio, a cidade de Niterói. Além disso, Niterói seria a única cidade do Brasil fundada por um índio.
No contexto dos conflitos entre portugueses e terminós contra a coligação dos franceses e tamoios pelo controle da baía de Guanabara na segunda metade do séc. XVI, a união luso-terminó venceu, tendo tido atuação destacada vários personagens, como o governador-geral do Brasil, Mem de Sá (estabelecido em Salvador), seu sobrinho, Estácio de Sá e o cacique Arariboia, originário da Ilha do Governador, mas expulso pelos tamoios, seus rivais de longa data.
Os portugueses ficaram com as terras que hoje correspondem à cidade do Rio. Na outra margem da baía, Arariboia ganhou sesmaria, que abarca parte das cidades de Niterói e São Gonçalo, tomando posse dela no dia 22 de novembro de 1573. À altura, nenhuma menção ao nome Niterói ou à configuração atual do município, bem como o aldeamento controlado pelo cacique permaneceu sem significativas interações com os diversos núcleos lusos ao instalados na Guanabara: a cidade do Rio de Janeiro e as freguesias de São João de Carahy, São Sebastião de Itaipu e São Gonçalo.

Nos séculos seguintes, a área da Praia Grande (hoje parte da área central de Niterói, à época, parte da cidade do Rio) desenvolveu-se, inclusive, uma vez no Brasil, D. João chegou a ter casa na região e, em 1819, a elevou à categoria de Vila Real.

Anos depois, durante à regência (1831 – 1840), quando é criado o município neutro da corte, a região da Praia Grande é separada da capital do Império e, em 1835, ganhou o nome tupi Nictheroy, a tornar-se, ainda, a capital da província do Rio de Janeiro. Com o advento da Repúbllica, a cidade foi por longo tempo capital do Estado do Rio.

Durante o regime militar (1964 – 1985), o governo federal uniu os Estados do Rio de Janeiro (com capital em Niterói) e da Guanabara (com capital na cidade do Rio), no que ficou conhecido pelos habitantes da região como “a fusão”, criando uma nova unidade da federação no território que havia duas: o “novo” Estado do Rio, com capital na cidade do Rio, e quando Niterói deixou de ser capital estadual.
Por fim, voltando à fundação de Niterói, considera-se que a História é construída e reconstruída e, desse modo, estabeleceu-se, na municipalidade, que Arariboia foi o seu fundador e que a data em que o cacique tomou posse das terras, 22 de novembro, seria a da fundação da cidade.

 

 

 

 

Niterói, 450 anos de História

Confira os bate-papos realizados pela Revista Tema Livre dedicados à História de Niterói.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dirigível Graf-Zepellin em São Paulo:1933.
Dirigível Graf-Zepellin no Vale do Anhangabaú:1933.

 

Anhangabaú na década de 1950.
Centro de São Paulo na década de 1950.

 

Centro de São Paulo em 1954.
Centro de São Paulo em 1954.

 

 

Vale do Anhangabaú em 1973.
Vale do Anhangabaú em 1973.

 

Avenida Paulista em 1902: sentido Paraíso-Consolação (ao fundo, pico do Jaraguá e, à direita, mansão dos Matarazzo.
Avenida Paulista em 1902: sentido Paraíso-Consolação (ao fundo, pico do Jaraguá e, à direita, mansão dos Matarazzo.

 

Faculdade de Direito de São Paulo (USP).
Faculdade de Direito de São Paulo (USP).

 

Aeroporto de Congonhas (1940/50).
Aeroporto de Congonhas (1940/50).

 

Aeroporto de Congonhas (1940/50).
Aeroporto de Congonhas (1940/50).

 

Palácio das Indústrias: década de 1950.
Palácio das Indústrias: década de 1950.

 

 

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Costuma-se dizer que, depois de Paris, o Rio de Janeiro é a cidade do mundo mais retratada em ilustações e fotografias. Se a afirmação é verdadeira, não importa. Fato é que o acervo fotográfico dedicado à antiga capital do Brasil é extenso e farto, favorecendo, desse modo, a construção da presente seção. Buscando compartilhar um pouco do passado com o público, abaixo, fotos do Rio, divididas em sub-seções: Região Central, Zona Sul, Zona Norte e Zona Oeste. Agora é rolar a barra e curtir belíssimas fotos que trazem parte da história da cidade maravilhosa, "coração do meu Brasil".

 

Região central da cidade
Cinelândia

 

Palácio Monroe.
Palácio Monroe, que sediou o Senado Federal.

 

Vista área do Monroe.
Vista área do Monroe: ao fundo, o aeroporto Santos Dumont e, do outro lado da baía, a cidade de Niterói.

 

 

Cinelândia à época da destruição do Monroe (1976)
Cinelândia à época da destruição do Monroe (1976)

 

 

 

Antigo Largo da Mãe do Bispo: área destruída, compondo, atualmente, a Cinelândia.
Antigo Largo da Mãe do Bispo: área destruída, compondo, atualmente, a Cinelândia.

 

 

Palácio Pedro Ernesto visto a partir do Municipal.
Palácio Pedro Ernesto visto a partir do Municipal.

 

Morro do Castelo

 

Ladeira da Misericórdia: no alto da via localizava-se o Lgo do Castelo, com o prédio do Colégio dos Padres Jesuítas. Após a demolição do morro (1922), restou, ao lado da Igreja de N. Sra. do Bonsucesso, pequeno trecho da rua.
Ladeira da Misericórdia: no alto da via localizava-se o Lgo do Castelo, com o prédio do Colégio dos Padres Jesuítas. Após a demolição do morro (1922), restou, ao lado da Igreja de N. Sra. do Bonsucesso, pequeno trecho da rua.

 

 

Herança colonial: Igreja dos Jesuítas.
Herança colonial: Igreja dos Jesuítas.

 

 

Destruição do morro do Castelo (1922): derrubada da igreja de S.-Sebastião.
Destruição do morro do Castelo (1922): derrubada da igreja de S.-Sebastião.

 

 

Igreja de Santa Luzia. Ao fundo, explanada do Castelo.
Igreja de Santa Luzia. Ao fundo, explanada do Castelo.

 

 

 

Largo de São Francisco

 

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Prédio do IFCS: 1850.

 

Prédio para abrigar a exposição de 1922.
Prédio do IFCS: 1890.

 

Prédio para abrigar a exposição de 1922.
Prédio para abrigar a exposição de 1922.

 

Década de 1940.
Década de 1940.

 

Igreja do Largo de São Francisco (década de 1930).
Igreja do Largo de São Francisco (década de 1930).

 

 

Vista de parte do Largo de São Francisco.
Vista de parte do Largo de São Francisco.

 

 

Zona Sul
 

 

Vista área do Leblon, Ipanema, Lagoa e morro do Corcovado (1938).
Vista área do Leblon, Ipanema, Lagoa e morro do Corcovado (1938).

 

 

Lagoa Rodrigo de Freitas (1957)
Lagoa Rodrigo de Freitas (1957)

 

 

 

Zona Norte

 

Prédio da Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos.
Prédio da Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos.

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Região central da cidade

 

Centro
Antiga Estação das Barcas situada na Praça Arariboia.
Antiga Estação das Barcas situada na Praça Arariboia.

 

Estação das barcas: década de 1940.
Estação das barcas: década de 1940.
Praça Martim Afonso e a Estação das Barcas (1957). Nota-se o uso do bonde e de trólebus.
Praça Martim Afonso e a Estação das Barcas (1957). Nota-se o uso do bonde e de trólebus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Barca
Barca

 

 

 

 

 

 

 

Correios
Correios
Centro de Niterói, antes do aterro.Hoje esse trecho é ocupado pela Praça JK, que faz parte do caminho Niemeyer
Centro de Niterói, antes do aterro.Hoje esse trecho é ocupado pela Praça JK, que faz parte do caminho Niemeyer
Avenida Amaral Peixoto: década de 1940.
Avenida Amaral Peixoto: década de 1940.
Amaral Peixoto na década de 1970: ao fundo, à esquerda, o prédio do fórum.
Amaral Peixoto na década de 1970: ao fundo, à esquerda, o prédio do fórum.
Foto do Aterrado Norte (primeira metade da década de 1970, no governo Raimundo Padilha): hoje, no local, há o Bay Market, o Terminal João Goulart e o Caminho Niemeyer.
Foto do Aterrado Norte (primeira metade da década de 1970, no governo Raimundo Padilha): hoje, no local, há o Bay Market, o Terminal João Goulart e o Caminho Niemeyer.
Centro da cidade na década de 1950: nota-se a estação das barcas e a avenida Amaral Peixoto.
Centro da cidade na década de 1950: nota-se a estação das barcas e a avenida Amaral Peixoto.
Loja da Mesbla, no centro da cidade.
Loja da Mesbla, no centro da cidade.
Prédios da Mesbla e do Teatro Imperial (hoje, no local, há o Plaza Shopping) nos idos de 1963.
Prédios da Mesbla e do Teatro Imperial (hoje, no local, há o Plaza Shopping) nos idos de 1963.
Gragoatá e São Domingos
Estação Cantareira (barcas para o Rio): São Domingos, década de 1900.
Estação Cantareira (barcas para o Rio): São Domingos, década de 1900.
Zona Sul
Icaraí e Santa Rosa
Campo de São Bento: 1893.
Campo de São Bento: 1893.
Campo de São Bento e Porciúncula.
Campo de São Bento e Porciúncula.

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Pedra de Itapuca em fotos de finais do século XIX.
Pedra de Itapuca em fotos de finais do século XIX.
Pedra do Índio e, ao fundo, os bairros de Icaraí e Santa Rosa (ao fundo, com o monumento dedicado à santa católica)
Pedra do Índio e, ao fundo, os bairros de Icaraí e Santa Rosa (ao fundo, com o monumento dedicado à santa católica)
Foto de Icaraí, em 1902, na altura da estrada Fróes, quando a área ainda era designada como Canto do Rio.
Foto de Icaraí, em 1902, na altura da estrada Fróes, quando a área ainda era designada como Canto do Rio.
Açougue da família Bittencourt, situado na rua Moreira César, 331 (o número fica em frente à rua Oswaldo Cruz).
Açougue da família Bittencourt, situado na rua Moreira César, 331 (o número fica em frente à rua Oswaldo Cruz).
Equipe de vôlei do IPC, na praia de Icaraí, em foto de 1939.
Equipe de vôlei do IPC, na praia de Icaraí, em foto de 1939.
Antigo prédio do Hotel Casino Icaraí, na praia de Icaraí com Miguel de Frias, onde hoje é a reitoria da UFF.
Antigo prédio do Hotel Casino Icaraí, na praia de Icaraí com Miguel de Frias, onde hoje é a reitoria da UFF.
Vista do bairro de Icaraí em 1957, quando Niterói ainda era capital do Estado do Rio.
Vista do bairro de Icaraí em 1957, quando Niterói ainda era capital do Estado do Rio.
Praia de Icaraí, em 1941, com o trampolim.
Praia de Icaraí, em 1941, com o trampolim.
Praia de Icaraí, aproximadamente no trecho entre o Central e a Belisário Augusto.
Praia de Icaraí, aproximadamente no trecho entre o Central e a Belisário Augusto.
Cinema Icaraí, ainda à época do seu funcionamento.
Cinema Icaraí, ainda à época do seu funcionamento.
São Francisco, Charitas e Jurujuba
Aero Clube Fluminense, que ocupava boa parte do bairro da Charitas.
Aero Clube Fluminense, que ocupava boa parte do bairro da Charitas.
Charitas, vista do alto da Igrejinha de São Francisco, na década de 1980.
Charitas, vista do alto da Igrejinha de São Francisco, na década de 1980.
Anos de 1970: Hotel e Restaurante Samanguaiá, em Jurujuba.
Anos de 1970: Hotel e Restaurante Samanguaiá, em Jurujuba.
Boa Viagem
Ilha da Boa Viagem: final do século XIX.
Ilha da Boa Viagem: final do século XIX.
Foto tirada a partir da ilha da Boa Viagem em 1902. À esquerda da ponte, no século XX, aterro, onde hoje funciona o campus Praia Vermelha da UFF.
Foto tirada a partir da ilha da Boa Viagem em 1902. À esquerda da ponte, no século XX, aterro, onde hoje funciona o campus Praia Vermelha da UFF.
Mirante da Boa Viagem, onde hoje está o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC)
Mirante da Boa Viagem, onde hoje está o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC). À direita, parte do bairro do Ingá.
Construção do MAC no mirante da Boa Viagem: 1993.
Construção do MAC no mirante da Boa Viagem: 1993.
Zona Norte
Fonseca
Alameda São Boaventura: 1922.
Alameda São Boaventura: 1922.
Região Oceânica
Encalhe do navio Camboinhas, no final da década de 1950, na então praia de Itaipu (posteriormente, o trecho do encalhe ganhou o nome Camboinhas)
Encalhe do navio Camboinhas, no final da década de 1950, na então praia de Itaipu (posteriormente, o trecho do encalhe ganhou o nome Camboinhas)
Itaipu
Itaipu
Itacoatiara e a Pedra do Elefrante.
Itacoatiara e a Pedra do Elefante.

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